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Nesta próxima quarta-feira, dia 13 de setembro, o Centro de Internacionalização da Universidade Federal do Pará vai receber Marinho Pina para a palestra “Gestão de identidades e de territórios: o espaço público em Bissau”. Guiné-Bissau tornou-se um Estado independente de Portugal em 1974, e desde então o país entrou em um conjunto de processos de reconstruções identitárias, esmagadas durante o período colonial e que conflituam com uma ideia de unificação num território que abriga culturas e influências múltiplas.

Marinho Pina se autodenomina um contador de histórias, um preguiçoso amador – porque (ainda) não recebe por isto – e verbómano inveterado, com a mania de que está inflexivelmente certo e de que gosta mais de dúvidas do que de certezas inflexíveis. Foi trolha e calceteiro, agora donquixoteia-se por aí e por alí contra moinhos decoloniais, descoloniais, qualquer-coisa-colonial, e não achou melhor lugar para isto do que a vida acadêmica. O arquiteto e artista, natural de Sonaco, desenvolve e dinamiza atividades culturais em vários países. Já escreveu um livro e participou em vários outros. Assinou projetos arquitetônicos como a modelação tridimensional e renderização de projeto artístico “Namibia Today” de Kasper König & Laura Horelli para o Pavilhão Alvar Aalto em Veneza, em 2018, e o projeto da Casa Pina em Bissau, na Guiné-Bissau, em 2017. Neste mesmo ano venceu o Poetry Slam Lisboa. Dirigiu as curtas-metragens “A Minha Escola” e “Kankuran”. Escreve para o portal Buala e trabalha, com um grupo de amigos, no Mediateca Abotcha, um programa de criação cultural que objetiva a horizontalização de saberes.

Marinho reflete sobre a apropriação de espaços e criação de territórios com a criatividade e a lucidez de quem vive e coloca as necessidades culturais e sociais das pessoas em primeiro lugar e o diálogo de experiências e saberes sobre os processos decoloniais entre Guiné-Bissau e Amazônia transpõem é extremamente benéfico a todos os envolvidos. A palestra, que acontecerá das 10h da manhã às 12h, no Centro de Internacionalização (Bloco G, sala G2) da UFPA, têm certificação de três horas e é imperdível e gratuita. Para participar, é só preencher o formulário aqui.

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