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Altamiro Carrilho se foi

O compositor e flautista Altamiro Carrilho, 87, um dos mestres da música
brasileira, morreu hoje no Rio de Janeiro,
vítima de câncer no pulmão.


Virtuoso da flauta transversal, gênio
musical que
tocava vários instrumentos, era muito
dedicado e estudava mais de duas horas por dia. Compôs
mais de 200 músicas e gravou mais de cem
discos.
Altamiro ganhou a primeira flauta aos 5
anos, como presente de Natal. Logo começou a produzir seus próprios
instrumentos com bambu. E só aos 11 anos começou a ter aulas de música,
gratuitas, com um carteiro.
Em 1938, integrou
a Banda Lira de Arion, de seu avô,
tocando caixa de guerra. Depois, tocando flauta, venceu o programa de calouros
de Ary Barroso. Trabalhou como farmacêutico e continuou seus estudos de música
à noite, até conseguir comprar uma flauta de segunda mão e iniciar sua
carreira.
Em 1951, entrou
para o Regional do Canhoto, substituindo Benedito Lacerda, flautista,
compositor e parceiro de Pixinguinha. Ainda na década de 1950, com o grupo Altamiro e Sua Bandinha, teve programa
na TV Tupi e emplacou o sucesso “Rio Antigo”, com mais de 700 mil
cópias vendidas.
Nos anos 1960,
excursionou fora do País e, na década seguinte, já era muito requisitado. De
sua discografia, “Choros imortais” (1964) e “Choros imortais
2” (1965) figuram, para especialistas, como alguns mais marcantes da
história do gênero.
Em seus mais de 70 anos de carreira, Altamiro Carrilho se apresentou em
mais de 40 países difundindo o choro e a bossa nova. Algumas de suas principais
músicas são “Rio antigo”, “A galope”, “Acorda,
Luiz”, “Bem Brasil” e “Canarinho teimoso”. Ele gravou
pelo menos duas das mais inconfundíveis introduções de flauta da história da
MPB: as de “Detalhes” (Roberto Carlos) e “Meu caro amigo”
(Chico Buarque).
O enterro, amanhã, será em Santo Antônio
de Pádua, sua cidade natal, no interior do Rio.

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