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Alepa leva a Marabá Escola do Legislativo

Marabá sediará nesta semana o Forma Elepa Itinerante da Assembleia Legislativa do Pará, de quinta-feira, 7, a sábado, 9, abrangendo doze municípios da região de Carajás que receberão os minicursos da Escola do Legislativo: Bom Jesus do Tocantins, Brejo Grande do Araguaia, Canaã dos Carajás, Curionópolis, Eldorado dos Carajás, Palestina do Pará, Parauapebas, Piçarra, São Domingos do Araguaia, São Geraldo do Araguaia e São João do Araguaia. O programa oferece capacitação, atualização e aperfeiçoamento profissional a servidores públicos. Durante o evento, será celebrado Acordo de Cooperação Técnica entre a Alepa e as Câmaras Municipais, destinado à implantação e execução do Programa de Formação Continuada e Modernização do Poder Legislativo.

Os temas abordados envolvem Processo e Gestão Legislativa, Comunicação; a importância da Procuradoria da Mulher nos municípios; Planejamento Estratégico; Administração Pública Contemporânea – desafios a partir da reforma do Estado; Técnicas Legislativas – normas gerais; e Licitação e Contratos.

O presidente da Alepa, deputado Chicão, tem priorizado as atividades da Escola do Legislativo, que se tornou referência nacional, a ponto de a iniciativa estar sendo copiada por várias Assembleias Legislativas. Ele comenta os desdobramentos do programa: “Essa interação com as regiões é um legado. As orientações para os gestores, servidores das Câmaras e prefeituras já vêm fazendo toda a diferença, ainda mais com o curso superior em Gestão Pública e a Pós-Graduação que ofereceremos”. O evento será na Câmara Municipal de Marabá, que fica na Av. Hileia, Incra, BR-230, 1- Amapá. Inscrições pelo link aqui.

As origens de Marabá remontam ao povoamento da bacia do Itacaiúnas. Apesar dessa região ter sido explorada pelos portugueses ainda no século XVI, permaneceu sem ocupação definitiva durante quase trezentos anos. Só a partir de 1892 é que, de fato, o espaço foi ocupado por colonizadores. A denominação Marabá tem origem indígena e significa filho do prisioneiro ou estrangeiro, ou ainda o filho da índia com o branco.

Criado em 27 de fevereiro de 1913 pelo governador Enéas Martins, a partir do desmembramento de Baião, o município só foi instalado formalmente em 5 de abril do mesmo ano, data que passou a ser comemorada como seu aniversário e só recebeu o título de cidade em 27 de outubro de 1923, através da lei 2207. Em 1929, a cidade já era iluminada por uma usina a lenha (uma das primeiras a dispor desse serviço na Amazônia) e em 17 de novembro de 1935 o primeiro avião pousou no aeroporto recém-inaugurado.

Com a abertura da PA-70 em 1969, para combater a Guerrilha do Araguaia, Marabá foi ligada à rodovia Belém-Brasília. E em 1980, assolada pela maior enchente da sua história. Sua localização estratégica, no ponto de encontro entre dois grandes rios, Tocantins e Itacaiúnas, rodovias federais (BR-222, BR-230, BR-155 e BR-153) de integração nacional, e também a PA-150(rodovia Paulo Fonteles) e, ainda, por via aérea e ferroviária, fez com que se tornasse o principal centro socioeconômico do sudeste paraense. Marabá tem como característica sua grande miscigenação de pessoas e culturas, que faz jus ao significado popular do seu nome: “filho da mistura”. Também é conhecida como Cidade Poema, pois seu nome foi inspirado no poema Marabá, do escritor Gonçalves Dias.

Os primeiros a participarem da formação do povoado de Marabá, no final do século XIX (1892), foram chefes políticos foragidos de guerrilhas que tinham como palco o norte de Goiás.

Já os guerrilheiros do Araguaia chegaram à região a partir de 1964 e utilizavam Marabá como base de apoio, se instalando em vilarejos próximos. O governo militar instalou ali seu centro de operações. Montou estruturas logísticas (estradas e aeroportos) e centros de inteligência em Marabá e em Xambioá. Os jovens guerrilheiros, em menor número e mal preparados, foram capturados e levados até Marabá, onde eram interrogados, torturados e executados. O mais famoso dos centros de tortura foi a Casa Azul (hoje sede regional do DNIT). Mais de cinquenta são considerados ainda hoje desaparecidos políticos.

Em 1984 entrou em funcionamento a Estrada de Ferro Carajás, e em 1988 começaram os preparativos para a instalação de indústrias siderúrgicas destinadas à produção de ferro-gusa. Em 1985 Marabá deixou de ser área de Segurança Nacional e na eleição para prefeito – a primeira eleição direta sob a égide da Nova República – Hamilton Bezerra (PMDB) derrotou Vavá Mutran (PDS), cessando uma longa hegemonia na política local, da chamada “oligarquia da castanha”.

Em 1987 ocorreu um conflito que ficou conhecido como o Massacre de São Bonifácio ou Guerra da Ponte. A peleja foi entre os garimpeiros de Serra Pelada e a Polícia Militar do Pará, com o auxílio do Exército Brasileiro. Uma manifestação de protesto bloqueou o acesso à Ponte Mista de Marabá e pediu a reabertura de Serra Pelada com o rebaixamento da cava do garimpo. Os militares receberam a ordem expressa de desimpedir a ponte sobre o rio Tocantins. O governo informou inicialmente que duas pessoas morreram, depois acresceu esse número para nove, contudo há registros de setenta e nove garimpeiros desaparecidos. Por parte das tropas da Polícia e do Exército não houve baixa. Em 1996, outro episódio semelhante resultou no Massacre de Eldorado dos Carajás.

Marabá e toda a região de entorno eram conhecidas pela brutalidade de crimes relacionados à questão latifundiária. Desde a década de 1970 aumentavam as tensões no meio rural, que culminaram em assassinatos por encomenda de sindicalistas, camponeses, líderes religiosos e políticos.

Em 2011, Marabá participou ativamente com todo o sudeste paraense da consulta plebiscitária que definiu sobre a divisão do estado do Pará. Era a virtual candidata a capital do estado do Carajás. No plebiscito em 11 de dezembro de 2011, em Marabá 93,26% dos votos foram favoráveis à criação de Carajás e 92,93% a favor da criação de Tapajós (proposta de unidade federativa).

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