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Adeus a Acyr Castro

Lamento informar que Acyr Castro (Acyr Paiva Pereira Castro – Belém, 1934), jornalista, ensaísta, cronista, crítico literário e de cinema, faleceu, após longa enfermidade. Seu corpo está sendo velado na Academia Paraense de Letras e será sepultado amanhã, às 10h, em local ainda não divulgado.
 

Acyr desenvolveu suas atividades na imprensa na Folha do Norte, na TV Liberal e no Jornal do Brasil, por mais de doze anos, dos quais pelo menos dez na sucursal de São Paulo e, por duas vezes, na sede do Rio de Janeiro. Foi o primeiro redator a ser remunerado para comentar filmes em todo o Norte do País. Nos dez anos em que viveu fora (durante a ditadura militar), ajudou a fundar a APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte, nos anos 70, tendo como companheiros Alberto Beutenmüller (de artes plásticas) e Sábato Magaldi (teatro). 

Um dos fundadores da Associação Paraense de Escritores, passou por todos os órgãos de comunicação do Pará (tinha uma coluna diária no jornal A Província do Pará), foi diretor-geral da Imprensa Oficial e secretário de Estado da Cultura. Era membro da Academia Paraense de Letras e da Academia Paraense de Jornalismo, cujos atuais presidentes, Alcyr Meira e Walbert Monteiro, decretaram luto por três dias. 

Acyr Castro publicou livros de poesia, ensaio, crítica literária e cinematográfica, entre eles O Grão da Escrita. Belém, Falângola, 1984; O Fio de Lâmina. Belém, Falângola, 1984; Na Vertigem do Texto. Belém, Falângola, 1984; Sob o Signo de Gêmeos, Belém, Falângola, 1985; Proteção contra a Inocência. Belém, Falângola, 1985; Além do Deserto. Belém, Falângola, 1986; O Sentido da Semente. Belém, Falângola, 1986; In Verso Tempo. Belém, Falângola, 1986. O Céu invade as Águas. Poesia. Belém, CEJUP. 

Era neto do saudoso professor João Pereira de Castro, do também poeta, músico e professor Manoel Luiz Paiva(conhecido como Maneco Paiva) e da maestrina, compositora e professora Antônia Rocha Pereira de Castro, que organizaram o antigo Conservatório de Música Carlos Gomes, hoje Fundação. Marcaram a história da música sacra de Belém, especialmente as de canto coral, suas tias-avós Santa e Zinha Paiva, moradoras do bairro da Cidade Velha, cujas peças eram apresentadas pelo lindo órgão da Catedral da Sé. 

Que Deus o receba em paz!

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