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Acorda, Maria Bonita!

Enfim é carnaval! Se você é paraense e não
faz parte da turma de amigos privilegiados que usufruirá do luxo do camarote
o800 na Sapucaí bancado pelo povo do Pará através dos cofres estaduais –
transporte de ida e
volta, serviço VIP, em ambiente decorado, com garçom e barman, jantar e, claro,
open bar -, e vai viajar para o interior do Estado, prepare-se. 
Se
for de carro, cuide de verificar todos os itens de segurança e não se iluda: a
polícia rodoviária estará a postos para, no máximo, multar infratores em
veículos particulares em alguns pontos de blitz. Mas os ônibus e carretas
continuarão a ocupar todas as pistas, carregados de madeiras, combustíveis,
areia e o que mais der na telha. As
vans trafegarão perigosamente costurando
os demais, às vezes com a porta aberta. Motoristas e passageiros aborígenes jogarão garrafas de água,
latinhas de refrigerante e até cocos pela janela. As lombadas eletrônicas,
somadas às lombadas físicas sem sinalização e fora de especificação técnica e
aos buracos na estrada, causarão imensos engarrafamentos. Todo cuidado é pouco
para evitar acidentes.
Isto
para quem tem veículo. Se usar ônibus, prepare-se para viver o inferno de
Dante, em todos os seus círculos. O terminal rodoviário de Belém – e os do
interior são piores ainda – prima pela imundície e bagunça. As filas são
quilométricas e o serviço é péssimo. Além de todos os problemas já relatados,
você estará num coletivo fétido, desconfortável e com grande possibilidade de dar prego no meio do caminho.
Fiscalização? Esqueça.
Se
for de barco, a coisa é bem pior. Estará indubitavelmente superlotado, com som
nas alturas – e nem se vai tecer comentários a respeito de qualidade da música
-, você rezará para não dar pane e não se chocar com alguma árvore submersa. Os
embarcadouros de Belém e do interior, salvo raríssimas exceções, são dignos de
gado comum (os de elite merecem tratamento melhor). O usuário é obrigado a
embarcar passando por outros barcos, pelos quais sobe nos toldos e pula às
vezes por até quatro embarcações, até chegar àquela em que irá viajar. Se for
cadeirante ou idoso, terá que ser carregado nos braços por alguma alma bondosa, porque acessibilidade é letra morta da lei.
Nenhuma
novidade para as sofridas famílias em busca de um pouco de sossego fora da
capital.
Turismo?
Deixa que a turma da boquinha faz. Pago pelo Zé Povinho.

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