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A saga do pedral na hidrovia

No dia 16 de junho de 2016 foi assinada a ordem de serviço para o derrocamento do Pedral do Lourenço, no rio Tocantins, à altura de Itupiranga(PA). Foi dado o prazo total de 58 meses à DTA Engenharia Ltda. – vencedora da licitação com a proposta de R$ 520,6 milhões –, para os projetos básico e executivo, ações ambientais e execução das obras. Acontece que, um ano depois, só na sexta-feira da semana passada o Ibama concedeu a Autorização para a Captura, Coleta e Transporte de Material Biológico, conhecida como Abio. 


Ou seja: só agora a empresa pode ir a campo recolher animais e vegetais, para os Estudos de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto ao Meio Ambiente, o que demora pelo menos um ano para ser elaborado. Por sua vez, o EIA/RIMA será submetido ao Ibama, cuja análise dura em média de seis meses a um ano e envolve audiências públicas. Traduzindo: com muita sorte, as obras começarão em 2020. É como uma obra de Santa Engrácia. O edital para a escolha da empresa responsável pela obra foi lançado em março de 2014. 


O Conselho Temático de Infraestrutura e o Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Pará, presididos pelo empresário José Maria Mendonça, e o Movimento Pró-Logística do Pará, presidido pelo empresário Eduardo Carvalho, vêem debatendo essa situação com as demais entidades do setor, a UFPA, o governo do Pará (através dos secretários de Estado Adnan Demachki e Kleber Menezes) e o presidente da Alepa, deputado Márcio Miranda, apontando como alternativa que a competência estadual para licenciar a obra volte a ser reconhecida, de modo a agilizar as etapas.


Com o derrocamento será aberto um canal navegável de cerca de 140 metros de largura, possibilitando a navegação durante os meses de setembro a novembro, período em que o rio fica mais rasoOutras iniciativas vão reforçar a logística de transporte de cargas, integrando os modais hidroviário, ferroviário e rodoviário, de modo a escoar a produção agrícola, mineral e pecuária do Pará, Maranhão, Tocantins, Mato Grosso e Goiás, com destino ao Porto de Vila do Conde, em Barcarena(PA). A hidrovia Tocantins/Araguaia possibilitará, ainda, o sonho do polo metal mecânico em Marabá, além de uma nova siderúrgica no município. 


Além de reduzir custos para os produtores, a hidrovia é uma modalidade de transporte sustentável. Para se ter uma ideia, um comboio de 150 metros com capacidade para seis mil toneladas equivale a 172 carretas de 35 toneladas, que sairiam das estradas, onde provocam congestionamentos, perigo de morte, desgaste dos pavimentos e poluição do ar. 

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