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A liberdade, irmã siamesa da Democracia

Anteontem, o
secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a Diretora-Geral da UNESCO, Irina Bokova,
e organizações profissionais e de direitos humanos
manifestaram preocupação com a violência contra os jornalistas e pediram
que todos os países reforcem a segurança para que os profissionais de imprensa
possam trabalhar sem medo.
Condeno todos os ataques e a repressão.
Estou especialmente preocupado porque muitos dos autores não são castigados
”,
disse Ban Ki-moon, em cerimônia por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, comemorado em 3 de maio.
Ki-moon destacou
que os jornalistas, “ao revelar más
práticas e má gestão, enfrentam governos, empresas, grupos criminosos, milícias
e outros que querem reprimir e censurar as suas investigações
”. Assinalou
que a violência e a repressão da liberdade de imprensa estão além dos meios
tradicionais e foram para as redes sociais, blogs e o jornalismo do cidadão, e
defendeu a aplicação do Plano de Ação da ONU para a Segurança dos
Jornalistas. 

Os blogueiros, jornalistas cidadãos e
produtores de mídia social, bem como suas fontes, enfrentam crescentes ameaças
à sua segurança. Além de perigos físicos, eles estão sendo alvo de violência
psicológica e emocional através de ciber-ataques, violações de dados,
intimidação, fiscalização indevida e invasões de privacidade
”, denunciaram
Ki-moon e Irina.
Segundo a Unesco,
mais de 600 jornalistas foram mortos na última década, a maioria fora de zonas
de conflito. Nove em cada 10 casos de assassinatos desses profissionais ficam
impunes.
A Unesco no Brasil
e o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) lançaram a
versão em português do “Plano de Ação das Nações Unidas sobre a Segurança de
Jornalistas e a Questão da Impunidade”. O documento, elaborado em conjunto por
agências, fundos e programas da ONU, foi criado para apoiar a liberdade de
expressão, assegurando que os cidadãos sejam bem informados e participem na
sociedade.
Também está sendo
lançado um 
site com informações sobre a adoção do plano, dados sobre a violência contra
a imprensa no mundo e notícias sobre o tema.
Nos primeiros
quatro meses de 2013 foram assassinados 17 jornalistas, sendo sete na Síria,
quatro no Paquistão, três no Brasil, dois na Somália e um na Turquia, segundo o
Comitê de Proteção a Jornalistas. Em 2012, dados da ONG Repórteres sem
Fronteiras apontam 88 jornalistas e 47 blogueiros mortos.
Em comunicado, a FENAJ reafirmou que
os jornalistas brasileiros são os verdadeiros defensores das liberdades de
expressão e de imprensa, trabalhando cotidianamente para consolidar a
democracia e combater as mais diversas formas de injustiça social.
E que
flagelo da categoria são as crescentes agressões ao exercício da liberdade de
imprensa. Muitos dos que têm seus interesses contrariados buscam inibir a
apuração dos fatos e sua divulgação com ameaças, agressões e assassinato de
jornalistas e de outros profissionais da comunicação.
Em
coro com a Federação dos Trabalhadores da América Latina e do Caribe (FEPALC) e
com a Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), a FENAJ reiterou a
necessidade de medidas como a aprovação do PL 1078/2011, que prevê a
federalização das investigações de crimes contra jornalistas, a criação do
Observatório da Violência contra Jornalistas e Outros Profissionais da
Comunicação, já proposto ao governo federal, e a garantia, pelos empresários de
comunicação, de condições de segurança aos profissionais nas coberturas de
risco.

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