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A hora e a vez da polícia comunitária

O coronel Osmar Costa
Jr. convidou o capitão 
Marcelo Ribeiro, comandante da 12ª CIPM de Oriximiná, para contar o seu case de sucesso aos novos multiplicadores de Polícia Comunitária da
Guarda Municipal de Belém, na próxima sexta-feira, 23, durante as suas aulas nas
disciplinas Polícia Comunitária Comparada e Troca de Experiências em Polícia Comunitária.
O curso é promovido pelo IESP, sob a coordenação da Prof. Elizabeth. A
iniciativa faz parte do Programa Crack –
é Possível Vencer
, do Ministério da Justiça.
Especialista
no tema, o coronel Costa Jr. ficou impressionado quando presidiu uma banca
examinadora no Instituto de Ensino de Segurança do Pará, no início deste ano, como
orientador de monografia, e o cadete Leonardo Dutra, do 3º Ano do Curso de
Formação de Oficiais, defendeu sua tese mostrando a transformação pela qual
passou a 12ª CIPM, baseada em alguns anos de observação como integrante do
quadro de praças da PMPA (servindo em Oriximiná) e depois mediante pesquisa.
Intitulado
Polícia Comunitária: Uma Mudança na
12ª Companhia Independente de Polícia Militar (Oriximiná-PA)
, o estudo
revelou que, com os mesmos policiais que atuavam antes da  implementação
da filosofia de polícia comunitária, o capitão Marcelo Ribeiro desenvolveu
atividades de capacitação e de melhorias no quartel. O que mais impressionou é
que, com simples medidas de aproximação da comunidade e de relacionamento entre
o comando e a tropa, o clima organizacional foi transformado. Essa mudança
positiva na relação interpessoal implicou nos bons resultados da Companhia, na
atuação do policiamento ostensivo na cidade.
O trabalho
concluiu que, hoje, “as estratégias
de policiamento ou de prestação de serviço que funcionaram no passado não são
mais eficazes
” e, por isso, “a
meta pretendida, um aumento na sensação de segurança e bem estar, ainda não foi
alcançada. A sociedade e o cidadão estão mais exigentes
.”
A pesquisa
de Dutra identificou que “policiais
que desenvolveram atividades de polícia comunitária relatam o impacto positivo
que esse tipo de policiamento produziu na sensação de segurança das pessoas que
viviam nas áreas onde foi implementado. Da mesma forma, policiais que estiveram
envolvidos nessas ações também apontaram  sua satisfação em verem implementadas medidas
que resultaram em benefícios à comunidade e que aumentaram a sua autoestima enquanto
profissionais
“.

Dutra afiança que, “se os gestores
de Segurança Pública levarem a sério o modelo de atuação, deixando de confundir
polícia comunitária com relações públicas, certamente a corporação terá mais
êxito na diminuição dos índices de criminalidade
“.


O secretário de Segurança Pública e o comando da PM deveriam prestar atenção nessas
significativas conquistas e perceber que, sim, é possível sair de uma situação
e uma imagem negativa contando com os mesmíssimos recursos humanos, desde que
devidamente trabalhados. O comandante da PM de Oriximiná é um caso de sucesso referenciado
em todo o Brasil. Mas seu esforço coroado de êxito parece não interessar ao
Pará, seu Estado, que aparece em primeiríssimo lugar no ranking dos piores em violência. Incrível.

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