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O Atlas da Dívida dos Estados Brasileiros, lançado no Fórum Internacional Tributário pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital, aponta que a dívida ativa das empresas com os entes federados soma estratosféricos R$ 896,2 bilhões, significando 13,18% do PIB…

Ao abrir oficialmente o Forma Alepa/Elepa, o presidente da Assembleia Legislativa do Pará, deputado Chicão, destacou a importância do trabalho que vem sendo executado pela Escola do Legislativo, treinando, qualificando e atualizando gestores, vereadores e servidores públicos, que dessa forma…

Em Itupiranga, força-tarefa do Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá, Auditoria Fiscal do Trabalho, Defensoria Pública da União e Polícia Federal resgatou sete trabalhadores em condições análogas às de escravos, em duas fazendas no sudeste paraense, e prendeu…

A eterna Vigia de Nazaré

Fundada há mais de 350 anos pelos portugueses, a 93 km de Belém, com acesso pela rodovia PA-140, Vigia fica na chamada região do Salgado, área de influência do Oceano Atlântico. Cidade histórica, Vigia de Nazaré tem tradição nas músicas e nas letras, valores que foram agregados ao belo artesanato local.
É lá que acontece o círio mais antigo do Pará, a Festa de Nossa Senhora de Nazaré, o famoso carimbó. Não é à toa que é considerada por seus habitantes e admiradores como uma importante referência artística e cultural, verdadeira “Atenas Paraense”.
Um dos ícones locais é a Igreja Matriz Madre de Deus. Por volta de 1930, o Padre Alcides Paranhos e o prefeito da cidade resolveram demolir parte do prédio, usando as pedras retiradas para a construção da primeira usina de luz de Vigia. Com a demolição foram encontrados esqueletos humanos, o que comprovou uma antiga lenda local de que algumas pessoas condenadas pelas Ordenações do rei de Portugal foram empaladas nas paredes da Igreja.
Em estilo barroco, a Igreja foi construída no século XVIII e é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. Alguns pesquisadores acreditam que seja a única, no Brasil, com 22 colunas laterais de origem toscana. Em sua parte interna, há peças em ouro e prata, crucifixos e imagens originais de Rocca. O forro da sacristia é todo ornado com belíssimas pinturas.

Os habitantes de Vigia também a chamam de “Igreja do Bom Jesus”, por causa de uma obra que guarda com esse tema. Até hoje ainda é uma obra inacabada e apresenta nas paredes internas e externas pedras expostas aplainadas e em nivelamento com argamassa. Essas e outras curiosidades fazem com que a igreja seja um dos pontos turísticos mais visitados e um dos principais cartões postais do Estado.

A Capela do Senhor dos Passos – Igreja de Pedras – datada do século XVIII, é um templo construido pelos Jesuítas, conhecido, hoje, como Igreja do Bom Jesus, porque lhe gardava a imagem, deixada pelos frades Carmelitas, que também se instalaram na Vigia, em 1734. Em 1759, os padres foram expulsos de Portugal e das províncias do Brasil. Nessa época foi transferida para a Madre de Deus a imagem do Bom Jesus, para para que a Igreja de Pedras fosse concluída, mas essa ficou inacabada e abandonada, sofrendo demolições e transformações. Na década de 30, um intendente local mandou demolir o que restava das paredes laterais e, com as pedras, mandou construir o cais de arrimo da cidade. A Igreja revela estrutura de pedras lavradas, peças de mármore e imagens antigas.

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