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À Academia cabe o bom exemplo

Ciclistas liderados pelo Pedal Mulher Nota 100 realizaram uma performance educativa para reivindicar a implantação de uma ciclovia sustentável e humanizada no campus da Saúde da Universidade Federal do Pará, onde está situado o Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza. A ação contou com o apoio de voluntários, alunos da UFPA e da Academia Paraense de Jornalismo.

Trata-se de tentativa de sensibilizar a administração da UFPA para a importância de investir em projetos de ciclovias e em educação para o trânsito da cidade universitária, a fim de melhorar a segurança e humanização no HUBFS e no seu entorno, por onde transitam muitas pessoas diariamente a pé, de carro, de moto ou de bicicleta.

A ação coincidiu com a Semana Nacional do Trânsito, que este ano adotou o tema “No trânsito, sua responsabilidade salva vidas”. Os ciclistas caminharam em silêncio com as bicicletas enfileiradas pelo trajeto sugerido para a construção da ciclovia e, no final, plantaram nove mudas de Ipês roxos e amarelos, em homenagem ao ciclista e ex-aluno de Administração da UFPA, Jean Lameira, que morreu atropelado na BR-316, em Ananindeua (PA), no último dia 20 de julho, aos 47 anos de idade.

As mudas foram doadas pelo pai de Jean, Osmar Lameira, pesquisador da Embrapa , que esteve no local da ação e conheceu de perto o projeto de construção da ciclovia. Quando estudava na UFPA, em 1998, Jean Lameira foi o primeiro bolsista do Programa Oficinas Itinerantes: Ações Proativas em Favor das Atividades Fins da UFPA, coordenado pela administradora Gina Calzavara, que também coordena os três bosques da universidade, além do projeto Plantando Árvores por Pessoas, que tem ajudado muitas famílias a superar o luto.

Jean morreu na BR-316, mas o atropelamento poderia muito bem ter acontecido dentro da UFPA, considerando a alta velocidade com que carros e motos trafegam dentro da cidade universitária. E justamente o campus da Saúde, onde muitas pessoas oriundas do interior do Estado procuram atendimento diariamente no HUBFS, é o local mais colapsado no trânsito. Urge que medidas eficazes sejam tomadas para garantir a segurança de todas as pessoas que transitam por lá, em especial, dos pacientes e seus acompanhantes. Muitos vão de bicicleta, sem os equipamentos de segurança necessários, até porque não têm condições de adquiri-los.

Inocência Costa, 42 anos, moradora da Avenida perimetral, que anda de bicicleta e gosta de caminhar dentro do campus da UFPA há pelo menos dez anos, confirmou que o espaço precisa de mais segurança e fiscalização. “Eu não me sinto segura”, afirmou, ressaltando também risco de assalto e outros tipos de violência que ocorrem rotineiramente.

Maria de Fátima Magno, de 71 anos, paciente do Hospital Bettina Ferro de Souza, também comentou que é muito perigoso caminhar e ter que atravessar na faixa de pedestres que fica numa curva por onde os carros passam em alta velocidade. Nesta quinta-feira, ela estava acompanhando a filha que levava a sua neta para uma primeira consulta no Hospital.

Daí a importância da ciclovia, que deve ser construída no trecho mais crítico, da entrada do Campus da Saúde no portão 4 até ponte de veículos sobre o igarapé Sapocajuba. A proposta é que a ciclovia seja feita de madeira ao longo do igarapé, fique um pouco afastada na pista asfáltica e tenha cerca de proteção. Para esse projeto, Gina Calzavara já conseguiu apoio de professores do curso de Engenharia Civil com expertise em trânsito, que estão buscando uma solução, pois a via é estreita por conta do Sapocajuba, o trânsito é intenso, há canteiros de obras, muitos vulneráveis e nenhuma fiscalização para redução de velocidade. O evento foi encerrado com um lanche no espaço de convivência em frente à Faculdade de Farmácia.

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