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Mulheres interessadas em disputar eleições, atuar em partidos, trabalhar em mandatos ou aprofundar o debate sobre representação política podem se inscrever em uma formação gratuita voltada à participação feminina nas instituições brasileiras. O curso de extensão “Elegê-las: curso de formação para mulheres na política” é iniciativa que reúne universidade, entidades acadêmicas e pesquisadoras de referência no país e será realizado entre 7 de maio e 25 de junho de 2026, sempre às quintas-feiras, às 19h, em formato virtual, com transmissão pelo canal da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) no YouTube. O prazo de inscrição vai até 7 de maio. 

O curso é promovido pelo Observatório da Violência de Gênero da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)e pelo projeto ElegE-LAS, em parceria com a ABCP, e motivado pela sub-representação feminina, que segue como uma das marcas da política brasileira, apesar do avanço de debates sobre cotas, financiamento eleitoral e violência política de gênero.

Além de incentivar candidaturas, a formação oferecerá base técnica e analítica para mulheres compreenderem o funcionamento do sistema político, as barreiras históricas à participação feminina e os mecanismos concretos de inserção institucional.

O ElegE-LAS é um projeto de extensão universitária vinculado ao grupo de pesquisa Representação Política e Partidos em Perspectiva de Gênero e Raça, desenvolvido por UFRGS e USP. O curso propõe discutir processo eleitoral, representação política e os desafios enfrentados pelas mulheres na política institucional brasileira, a partir de uma perspectiva interseccional, além de abordar estratégias de campanha. 

Serão sete aulas, conduzidas por professoras doutoras de diferentes universidades brasileiras, com atuação reconhecida em suas áreas de pesquisa. A aula inaugural, no dia 7 de maio, contará com boas-vindas das instituições parceiras e palestra da ministra do Tribunal Superior Eleitoral Edilene Lobo.

A grade programática percorre temas estruturais da democracia e da inserção feminina nos espaços de poder. Entre os assuntos previstos estão democracia, representação política e participação das mulheres; instituições políticas, financiamento eleitoral e eleições; comunicação e marketing político; partidos e a representação de mulheres no Brasil; violência política de gênero; e mobilizações sociais, mandatos coletivos e interseccionalidade.

Entre as docentes estão nomes como Clarisse Paradis (UNILAB), Teresa Sacchet (UFRGS), Luciana Panke (UFPR),Clara Araújo (UERJ), Marlise Matos (UFMG), Hannah Maruci Aflalo (CEBRAP) e Flávia Rios (USP).

O curso foi desenhado para alcançar diferentes perfis ligados à vida pública e à pesquisa acadêmica, como mulheres candidatas ou interessadas em disputar eleições; integrantes de partidos políticos; assessoras parlamentares ou políticas; integrantes de movimentos sociais e organizações da sociedade civil; pesquisadoras e estudantes interessadas em política e representação; além de qualquer pessoa interessada no debate sobre participação política feminina.

No Brasil, mulheres são maioria do eleitorado, mas continuam sub-representadas nos espaços de decisão. Em câmaras municipais, assembleias legislativas, governos estaduais e no Congresso Nacional, a presença feminina segue abaixo da proporção populacional. Iniciativas de formação política são  instrumentos importantes para reduzir desigualdades históricas, ampliar redes de apoio e preparar novas lideranças.

As inscrições podem ser feitas através do formulário online. O curso terá certificado de participação emitido pela UFRGS, com exigência de presença em 75% das aulas.

Gabriella Florenzano
Cantora, cineasta, comunicóloga, doutoranda em ciência e tecnologia das artes, professora, atleta amadora – não necessariamente nesta mesma ordem. Viaja pelo mundo e na maionese.

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