Publicado em: 20 de abril de 2026
Desafios contemporâneos à resiliência institucional e à cultura política pluralista
A democracia liberal, em sua concepção moderna, fundamenta-se na proteção das liberdades individuais e na garantia de direitos civis e políticos. Ela pressupõe um sistema de freios e contrapesos, a separação de poderes e a existência de instituições que mediam o conflito social e político. Contudo, o cenário político global contemporâneo tem sido marcado por desafios crescentes a esses pilares.
O populismo e a polarização emergem como fenômenos interligados que ameaçam a própria essência da governança democrática liberal. Eles corroem a confiança nas instituições, deslegitimam o pluralismo e minam a capacidade de deliberação racional. Esta análise crítica busca aprofundar a compreensão desses fenômenos, enfatizando a perspectiva liberal e a necessidade de fortalecer as defesas institucionais contra suas investidas.
A ascensão de líderes e movimentos populistas em diversas partes do mundo não é um mero desvio temporário. Ela representa uma crise estrutural que exige uma reflexão aprofundada sobre as vulnerabilidades inerentes aos sistemas democráticos. A polarização, por sua vez, não é apenas um sintoma, mas um catalisador que amplifica as divisões e dificulta a busca por consensos. A intersecção desses dois fenômenos cria um ambiente propício para a erosão gradual, mas persistente, dos valores e mecanismos que sustentam a democracia liberal.
Historicamente, o populismo não é um fenômeno novo. Ele tem raízes profundas em diversas tradições políticas, desde o populismo agrário nos Estados Unidos do século XIX até os movimentos peronistas na América Latina.
Jan-Werner Müller, em sua obra O Que é Populismo?,oferece uma definição crucial para entender o populismo. Ele o descreve não apenas como um estilo político ou um conjunto de políticas, mas como uma forma particular de política democrática que é inerentemente anti-pluralista. Para Müller, o populista afirma representar o “verdadeiro povo” e, ao fazê-lo, exclui moralmente todos os que não se encaixam nessa definição. Isso significa que os oponentes políticos não são vistos como adversários legítimos, mas como inimigos do povo.
Essa lógica é profundamente problemática para a democracia liberal, que se baseia na aceitação da diversidade de opiniões e na legitimidade da oposição. O populista, ao reivindicar um monopólio moral da representação, desqualifica qualquer crítica como ilegítima e antipopular. Essa postura mina a própria ideia de debate público e de competição política justa.
Cas Mudde e Cristóbal Rovira Kaltwasser, em “Populism: A Very Short Introduction”, complementam essa visão ao caracterizar o populismo como uma “ideologia fina” (thin-ideology). Isso significa que ele não possui um corpo doutrinário denso como o liberalismo ou o socialismo. Em vez disso, ele se concentra em uma divisão moral entre “o povo puro” e “a elite corrupta”.
Essa simplicidade ideológica permite que o populismo se adapte a diferentes contextos e se combine com diversas outras ideologias, tanto de direita quanto de esquerda. A flexibilidade do populismo o torna uma força política resiliente e adaptável, capaz de explorar as frustrações e os ressentimentos de diferentes segmentos da sociedade. A ausência de um programa político detalhado é, paradoxalmente, uma de suas forças, pois permite que ele seja um receptáculo para uma ampla gama de descontentamentos.
Ernesto Laclau, em A Razão Populista, e em conjunto comChantal Mouffe, em Hegemonia e Estratégia Socialista: Por uma Política Democrática Radical, aprofundam a compreensão da construção discursiva do populismo. Laclau argumenta que o populismo opera através da criação de uma “cadeia de equivalências” entre demandas heterogêneas. Essas demandas, que de outra forma seriam distintas, são articuladas em torno de um “significante vazio”, que é o “povo”. O líder populista atua como o articulador dessa cadeia, dando voz e forma a uma identidade popular unificada.
Essa construção dicotômica é fundamental para formar uma cadeia de equivalências que unifica demandas difusas, forjando uma identidade coletiva homogeneizante em torno de um líder que se arroga o monopólio interpretativo da vontade popular, suprimindo a agência individual. A homogeneização do “povo” é um processo que ignora as diferenças internas e as complexidades sociais. Ela cria uma ficção de unidade que serve para legitimar o poder do líder e deslegitimar a oposição. A supressão da agência individual é uma consequência direta dessa homogeneização. O indivíduo é subsumido na massa, e sua voz particular é silenciada em nome de uma suposta vontade coletiva.
Chantal Mouffe, em Sobre o Político, distingue entre agonismo e antagonismo. Ela defende que a democracia pluralista exige um agonismo saudável, onde os adversários se reconhecem como legítimos e competem dentro de um conjunto de regras compartilhadas. No entanto, o populismo tende a transformar o agonismo em antagonismo.
Enquanto o agonismo — pilar da democracia pluralista — reconhece o adversário como um oponente legítimo na disputa pelo poder sob um arcabouço normativo comum, o antagonismo populista o converte em um inimigo existencial a ser suprimido. Essa transformação é perigosa porque desumaniza o oponente e abre caminho para a violência política e a exclusão. A ideia de que o adversário é um inimigo a ser aniquilado é incompatível com os princípios da convivência democrática e do respeito às minorias. A democracia liberal, por sua natureza, exige a coexistência de diferentes visões de mundo e a capacidade de resolver conflitos de forma pacífica e institucionalizada. O antagonismo populista rompe com essa premissa fundamental.
A polarização, por sua vez, é um fenômeno que se intensifica em ambientes populistas e contribui para a erosão democrática. Shanto Iyengar, Gaurav Sood e Yphtach Lelkes, em “Affect, Not Ideology: A Social Psychological Approach to Political Polarization”, demonstram que a polarização contemporânea é menos ideológica e mais afetiva. As pessoas não apenas discordam das políticas do “outro lado”, mas desenvolvem sentimentos negativos e hostis em relação aos membros do grupo oposto.
Os indivíduos não apenas divergem programaticamente do “outro lado”, mas passam a percebê-lo como moralmente inferior e uma ameaça existencial à nação, gerando um clima de hostilidade crônica que inviabiliza a deliberação racional e a formulação de consensos. Essa polarização afetiva é particularmente destrutiva porque dificulta o diálogo, a cooperação e a busca por soluções comuns. Ela cria “bolhas” sociais e informacionais, onde as pessoas interagem apenas com aqueles que compartilham suas opiniões, reforçando preconceitos e estereótipos.
A mídia social, como discutido por Yochai Benkler em A Riqueza das Redes: Como a Produção Social Transforma os Mercados e a Liberdade, embora prometa maior acesso à informação e participação, muitas vezes contribui para a formação dessas bolhas e para a disseminação de desinformação. A arquitetura das plataformas digitais, com seus algoritmos de recomendação, tende a amplificar vozes extremistas e a criar câmaras de eco, onde as narrativas polarizadas são constantemente reforçadas. Isso compromete a capacidade dos cidadãos de formar opiniões informadas e de engajar-se em um debate público construtivo. A fragmentação da esfera pública e a proliferação de “fatos alternativos” são sintomas dessa crise da informação, que é intrinsecamente ligada à polarização afetiva. A confiança nas instituições de imprensa tradicionais diminui, e a verdade se torna uma questão de perspectiva, minando a base comum de entendimento necessária para a deliberação democrática.
Yascha Mounk, em O Povo Contra a Democracia: Por Que Nossa Liberdade Está em Perigo e Como Salvá-la, argumenta que a democracia liberal está passando por um processo de “desagregação” (unbundling). Ele observa que a democracia (governo do povo) e o liberalismo (proteção dos direitos individuais) estão se separando. Em muitos lugares, temos democracias iliberais, onde o povo elege líderes que, uma vez no poder, desmantelam as instituições liberais e os direitos das minorias. Esse fenômeno é alarmante porque mostra que a mera realização de eleições não é suficiente para garantir a saúde da democracia liberal.
A qualidade da democracia depende da vitalidade de suas instituições e do respeito aos seus princípios fundamentais. A ascensão de líderes que, embora eleitos democraticamente, demonstram desprezo pelas normas constitucionais, pela independência do judiciário e pela liberdade de imprensa, é um sinal claro dessa desagregação.
Mounk alerta que a erosão da democracia liberal pode ocorrer de forma gradual e imperceptível, sem um golpe militar dramático, mas através de um processo de enfraquecimento sistemático das instituições. Levitsky e Ziblatt, em Como as Democracias Morrem, corroboram essa tese ao mostrar como as democracias podem morrer pelas mãos de líderes eleitos. Eles identificam dois mecanismos principais: a rejeição das regras do jogo democrático e a tolerância de líderes que as violam.
Quando os partidos políticos tradicionais falham em isolar extremistas e em defender as normas democráticas, eles abrem espaço para a ascensão de figuras autoritárias. A erosão das normas de tolerância mútua e contenção institucional é um fator crítico nesse processo. A polarização afetiva contribui diretamente para essa erosão, pois torna mais difícil para os políticos e cidadãos aceitarem a legitimidade de seus oponentes e de suas vitórias eleitorais. A desconfiança mútua e a demonização do “outro lado” impedem a cooperação e a defesa conjunta das instituições democráticas.
Pierre Rosanvallon, em A Contrademocracia: A Política na Era da Desconfiança, explora a ascensão de formas de “contrapoder” que buscam controlar e vigiar o poder político. Embora essas formas de contrapoder, como a vigilância e a desconfiança, possam ser saudáveis para a democracia, elas também podem ser cooptadas por movimentos populistas. O populismo, ao se apresentar como a voz do povo contra as elites, muitas vezes utiliza essas ferramentas de contrapoder para deslegitimar as instituições existentes e concentrar o poder nas mãos do líder. A “democracia de vigilância” pode se transformar em uma “democracia de desconfiança generalizada”, onde a suspeita se torna a norma e a colaboração se torna impossível.
Nadia Urbinati, em Democracia Desfigurada: Opinião, Verdade e o Povo, analisa como a democracia pode ser desfigurada quando a opinião pública se torna o único critério de verdade e legitimidade. Em um ambiente populista, a “vontade do povo”, interpretada pelo líder, pode sobrepor-se a princípios constitucionais e direitos das minorias. A verdade factual é relativizada, e a emoção e a identidade tribal prevalecem sobre a razão e a deliberação. Essa distorção da esfera pública é um ataque direto aos fundamentos do liberalismo, que valoriza a argumentação racional, o debate baseado em evidências e a proteção das minorias contra a tirania da maioria. A democracia liberal exige um compromisso com a busca da verdade e com a aceitação de que nem todas as opiniões são igualmente válidas. Quando a opinião se torna o único árbitro, a porta se abre para a demagogia e a manipulação.
As raízes do populismo e da polarização são multifacetadas, incluindo fatores socioeconômicos e culturais. Dani Rodrik, em “Straight Talk on Trade: Ideasfor a Sane World Economy”, argumenta que a hiperglobalização, com sua ênfase na liberalização irrestrita do comércio e dos fluxos de capital, gerou perdedores significativos em muitas economias avançadas. A desindustrialização, a precarização do trabalho e o aumento da desigualdade criaram um terreno fértil para o descontentamento popular. Esses “perdedores da globalização” sentem-se abandonados pelas elites políticas e econômicas, tornando-se receptivos a narrativas populistas que prometem restaurar a soberania nacional e proteger os interesses dos trabalhadores.
A promessa de um retorno a um passado idealizado, onde a economia era mais estável e as comunidades mais coesas, ressoa profundamente com aqueles que se sentem marginalizados pelo progresso global. Francis Fukuyama, em Identidade: A Demanda por Dignidade e a Política do Ressentimento, explora a dimensão da identidade e do ressentimento. Ele argumenta que a busca por reconhecimento e dignidade é uma força poderosa na política contemporânea. Quando grupos se sentem desrespeitados, invisíveis ou humilhados, eles podem se voltar para líderes populistas que prometem restaurar sua dignidade e validar suas identidades.
O ressentimento contra as elites, as minorias ou os estrangeiros torna-se um motor político potente, canalizando a raiva e a frustração em direção a alvos específicos. Essa política da identidade, embora legítima em sua busca por reconhecimento, pode ser explorada por populistas para criar divisões e mobilizar apoio em torno de narrativas exclusivistas.
O populismo encontra terreno fértil em contextos de estagnação e exclusão, onde o ressentimento popular é canalizado contra as instituições liberais. Mitigar essas assimetrias socioeconômicas atua como uma profilaxia institucional, esvaziando o apelo de soluções demagógicas. A desigualdade econômica e a falta de oportunidades geram um sentimento de injustiça que pode ser facilmente explorado por líderes que prometem soluções simples para problemas complexos. A falha das democracias liberais em abordar essas questões de forma eficaz contribui para a sua própria vulnerabilidade. A inclusão econômica e social, portanto, não é apenas uma questão de justiça, mas também uma estratégia essencial para a resiliência democrática.
A história da política na semi-periferia, como analisada por Nicos P. Mouzelis em “Politics in the Semi-Periphery: Early Parliamentarism and Late Industrialization in theBalkans and Latin America”, oferece um contexto adicional. Em regiões onde a modernização econômica e a democratização política ocorreram de forma tardia e desigual, as instituições democráticas tendem a ser mais frágeis e suscetíveis a rupturas. A combinação de estruturas sociais arcaicas com pressões modernizadoras cria um ambiente de instabilidade que pode ser explorado por movimentos populistas. A fragilidade institucional e a persistência de desigualdades estruturais tornam essas sociedades particularmente vulneráveis à retórica populista, que promete romper com o status quo e entregar soluções rápidas e radicais.
No contexto brasileiro, a ascensão do lulismo e do bolsonarismo ilustra bem a dinâmica do populismo e da polarização. O lulismo, em sua gênese, mobilizou estratos excluídos contra as elites tradicionais sob uma retórica antineoliberal, enquanto o bolsonarismo arregimentou sua base contra a “velha política”, o “globalismo” e a imprensa. Ambas as gramáticas buscaram contornar a mediação institucional. Embora com bases sociais e ideológicas distintas, ambos os movimentos compartilharam a característica populista de se apresentar como a voz autêntica do povo contra um inimigo comum.
O lulismo, ao longo de sua trajetória, buscou legitimar suas ações através de uma conexão direta com as massas, por vezes minimizando o papel dos partidos e das instituições intermediárias. O bolsonarismo, por sua vez, adotou uma retórica abertamente anti-institucional, atacando o Congresso, o Supremo Tribunal Federal e a imprensa, e buscando uma relação direta e desmediadacom seus apoiadores através das redes sociais. Essa desintermediação institucional é um traço distintivo do populismo contemporâneo, que busca enfraquecer os mecanismos de controle e responsabilização.
A experiência venezuelana, detalhada por Javier Corrales e Michael Penfold em “Dragon in the Tropics: Hugo Chávez and the Political Economy of Revolution in Venezuela”, serve como um exemplo contundente de como um líder populista, eleito democraticamente, pode gradualmente desmantelar as instituições liberais. Chávez, ao longo de seu governo, concentrou poder, enfraqueceu o judiciário, controlou a mídia e reescreveu a constituição, tudo em nome da “vontade do povo”. Esse caso demonstra a trajetória perigosa que o populismo pode seguir quando não há freios e contrapesos eficazes. A retórica de “revolução” e a demonização da oposição foram elementos centrais na consolidação de um regime que, embora mantivesse a fachada eleitoral, esvaziou o conteúdo liberal da democracia. A polarização extrema, alimentada pela retórica chavista, dividiu a sociedade venezuelana de forma profunda e duradoura, inviabilizando qualquer possibilidade de diálogo e reconciliação.
A experiência de Donald Trump nos Estados Unidos e de Viktor Orbán na Hungria também ecoa esses padrões. Trump, com sua retórica “America First” e seus ataques à imprensa e ao judiciário, personificou a figura do líder populista que se coloca acima das instituições. Orbán, por sua vez, tem sistematicamente enfraquecido as instituições democráticas húngaras, consolidando o poder do seu partido e restringindo as liberdades civis, tudo sob a justificativa de proteger a “identidade nacional” e a “vontade do povo”. Esses exemplos globais sublinham a universalidade dos desafios que o populismo e a polarização representam para a democracia liberal. Eles demonstram que a erosão democrática não é um fenômeno restrito a regiões específicas, mas uma ameaça global que exige uma resposta coordenada e multifacetada.
Diante desses desafios, a defesa da democracia liberal exige uma vigilância constante e um compromisso renovado com seus princípios fundamentais. Não se trata de uma defesa estática de um modelo imutável, mas de uma adaptação dinâmica que preserve os valores essenciais. É fundamental fortalecer as instituições democráticas, garantindo a independência do judiciário, a liberdade de imprensa e a integridade dos processos eleitorais. A educação cívica e o fomento de uma cultura de respeito ao pluralismo são igualmente cruciais.
A capacidade de dialogar com aqueles que pensam diferente, de aceitar a legitimidade da oposição e de buscar compromissos é essencial para a saúde da democracia. A polarização afetiva precisa ser combatida através da promoção de espaços de interação e deliberação que transcendam as bolhas ideológicas. Isso pode envolver iniciativas de jornalismo cívico, plataformas de debate moderado e programas educacionais que ensinem o pensamento crítico e a empatia.
A defesa da democracia liberal também implica em abordar as causas socioeconômicas do descontentamento. A redução da desigualdade, a garantia de oportunidades e a construção de uma economia mais inclusiva são medidas essenciais para esvaziar o apelo das soluções populistas. Esse modelo de democracia não pode prosperar em um ambiente de exclusão e ressentimento generalizado. É preciso demonstrar que o sistema é capaz de entregar resultados tangíveis para todos os cidadãos, e não apenas para uma elite privilegiada.
A reforma das instituições políticas, como a revisão de sistemas eleitorais que exacerbam a polarização ou o fortalecimento de mecanismos de participação cidadã, também pode contribuir para a resiliência democrática. A democracia liberal, em sua essência, é um projeto em constante construção, que exige o engajamento ativo de seus cidadãos e a capacidade de se adaptar aos novos desafios. A defesa e o aprimoramento desse modelodemocrático constituem um esforço contínuo de vigilância institucional contra as tentações autoritárias da simplificação demagógica e da exclusão. A história nos ensina que a liberdade e a pluralidade não são garantidas; elas devem ser constantemente defendidas e cultivadas.
A complacência diante das ameaças populistas e polarizadoras é um luxo que as sociedades democráticas não podem se permitir. É preciso reafirmar o valor do debate racional, do respeito às minorias e da proteção dos direitos individuais como pilares inegociáveis de uma sociedade justa e livre. A tarefa é complexa e multifacetada, exigindo a colaboração de governos, sociedade civil, academia e cidadãos comuns. Somente através de um esforço conjunto e de um compromisso inabalável com os valores democráticos liberais será possível superar os desafios contemporâneos e garantir um futuro de liberdade e prosperidade para todos.
Referências
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* O conteúdo do artigo reflete a opinião pessoal da/o colunista









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