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A terceira edição do Programa Ancestralidades de Valorização à Pesquisa 2026 abre inscrições hoje, dia 14 de abril, às 10h, com prazo até 19 de maio, às 17h, por meio da plataforma oficial do projeto, para edital voltado a pesquisadores pretos, pardos e indígenas de todo o Brasil, com objetivo de que possam desenvolver e ampliar seus estudos a partir de perspectivas que conectam cultura, território e educação.

Realizado pela Fundação Itaú em parceria com a Fundação Tide Setubal, o edital pretende selecionar até 12 projetos que dialoguem com o tema “Arte e Cultura na Educação Integral em Perspectivas com Saberes Afrodiaspóricos e Indígenas”. A proposta amplia o foco sobre a produção de conhecimento no país ao priorizar pesquisas que partem de experiências historicamente marginalizadas e que, ao mesmo tempo, contribuem para o enfrentamento das desigualdades estruturais.

Voltado exclusivamente a pessoas com mais de 18 anos, nascidas no Brasil, naturalizadas ou estrangeiras com residência fixa há pelo menos dois anos, o edital exige vínculo com universidades, centros de pesquisa, organizações da sociedade civil, coletivos ou observatórios. O recorte busca fortalecer trajetórias acadêmicas e culturais comprometidas com a valorização de saberes ancestrais e com a circulação de conhecimento em diálogo com realidades diversas.

As propostas deverão se enquadrar em um dos quatro eixos definidos pelo programa: Expressões Artísticas e Linguagens; Identidade, Memória e Patrimônio; Diversidade e Direitos Humanos; e Sustentabilidade e Território. Em todos os casos, os projetos precisam ter aplicação prática no campo da educação integral, entendida como uma abordagem que considera o desenvolvimento pleno dos indivíduos em dimensões cognitivas, físicas, emocionais, sociais e culturais. A premiação para Pesquisas e Estudos Concluídos é de R$18 mil e a de Pesquisas e Estudos em Andamento é de R$12 mil.

A diversidade de formatos é outro ponto central do chamamento. Além de produções escritas, serão aceitos materiais em linguagem digital e audiovisual, como registros fotográficos, documentários, produções sonoras, sites e aplicativos. A proposta reconhece a multiplicidade de formas de produção e difusão do conhecimento, especialmente em contextos culturais diversos.

O processo de seleção será conduzido em duas etapas, entre junho e outubro. A primeira análise ficará a cargo de uma Comissão de Avaliação, responsável por verificar a aderência dos projetos aos critérios e às temáticas propostas. Na fase final, uma Comissão de Seleção formada por cinco profissionais com atuação reconhecida nas áreas de educação integral e cultura definirá os trabalhos contemplados. O resultado está previsto para ser divulgado até 3 de novembro.

O programa tem como meta aproximar o universo acadêmico das experiências vividas, estimulando estudos que dialoguem diretamente com territórios, identidades e práticas culturais, está vinculado à Plataforma Ancestralidades, criada em 2021 com o objetivo de reunir, difundir e ampliar conteúdos relacionados às culturas afro-brasileiras e indígenas. Organizada em eixos como Arte e Cultura, Democracia e Direitos Humanos, Religiosidade e Espiritualidade e Ciência e Tecnologia, a plataforma disponibiliza verbetes, biografias, marcos históricos e conceitos fundamentais, além de cursos e materiais formativos.

Foto em destaque: Tânia Rêgo / Agência Brasil

Gabriella Florenzano
Cantora, cineasta, comunicóloga, doutoranda em ciência e tecnologia das artes, professora, atleta amadora – não necessariamente nesta mesma ordem. Viaja pelo mundo e na maionese.

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