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Dentro do programa regimental da Academia Paraense de Letras intitulado Quarto de Hora, o imortal Salomão Habib – músico, pesquisador e professor – vai proferir palestra sobre Antônio Teixeira — o inesquecível Tó, primeiro violonista negro a tocar no Theatro da Paz e formador de gerações de músicos, hoje às 18h30.

Tó Teixeira nasceu em 1893, em Belém do Pará, e foi um dos maiores nomes da música instrumental da Amazônia. Autodidata, tornou-se referência como professor de violão, tendo formado dezenas de músicos ao longo do século XX.

Figura discreta e generosa, Tó dedicou a vida ao violão e à formação musical, deixando um repertório autoral de rara beleza, com peças que transitam entre o popular e o erudito, com fortes raízes amazônicas.

Tó Teixeira compôs, formou, orientou e lapidou talentos, contribuindo para a continuidade de uma tradição musical singular e profundamente enraizada na Amazônia. Uma memória viva que vai além da técnica musical e adentra o território da formação humana e artística.

Manteve relação com outros brilhantes intelectuais, como o historiador e pesquisador Vicente Salles, com quem tinha uma parceria marcada pela troca de saberes, memórias e registros históricos da música regional. Foi o gigante Vicente Salles, inclusive, quem incentivou Salomão Habib a seguir na pesquisa que hoje dá frutos ao público.

Tó Teixeira foi um agente do mundo afro-amazônico no período historicamente conhecido como Bélle Époque. Naquele tempo o bairro do Umarizal era predominantemente negro e o artista foi um expoente cultural do Pará.

Vale muito a pena conhecer a bela trajetória de Tó contada por Salomão Habib, cuja pesquisa de fôlego durou nada menos que três décadas.

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