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O projeto de restauração florestal de 200 hectares de vegetação nativa na Reserva Extrativista do Rio Iriri foi inserido no programa Restaura Amazônia, apoiado pelo Fundo Amazônia. Ao todo, onze projetos foram selecionados, somando R$ 69,5 milhões para ações de restauração ecológica na Amazônia Legal. No Pará, o projeto será executado pelo Instituto Socioambiental e inclui ações de recuperação de áreas degradadas, plantio de espécies nativas e fortalecimento da bioeconomia.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destaca a importância de mecanismos como o Fundo Amazônia para impulsionar um novo ciclo de desenvolvimento sustentável na região. “Meio ambiente e desenvolvimento fazem parte da mesma equação. Quando temos políticas públicas bem desenhadas e com continuidade, conseguimos resultados como transformar o antigo arco do desmatamento no arco da restauração. Municípios que param de desmatar precisam de meios para restaurar e manter suas florestas em pé, gerando emprego e renda. Mas nada disso é possível sem combater o ilegal, porque tudo que queremos é que o desenvolvimento sustentável aconteça em todas as suas dimensões: econômica, social, ambiental, cultural, política, ética e estética. Um mundo mais preservado é também um mundo mais bonito”.

Foram selecionadas iniciativas apresentadas por ongs, institutos de pesquisa e cooperativas, entre elas SOS Amazônia, Itaipu Parquetec, Coopfish, Cooperxapuri, Associação Humana Povo para Povo Brasil, Instituto Perene, IPAM, Fundação Rio Verde, WCS, ISA e Ibramar.

Os projetos selecionados atuarão em áreas estratégicas da Amazônia Legal, incluindo a Reserva Extrativista Chico Mendes (AC), o Parque Nacional Campos Amazônicos e as Florestas Nacionais do Jamari e do Jacundá (RO), a APA Ilha do Bananal/Cantão (TO), a APA Cabeceiras do Rio Cuiabá e a Estação Ecológica do Rio Roosevelt (MT), além da Reserva Biológica do Gurupi, da Reserva Extrativista do Ciriaco e da Terra Indígena Awá (MA), bem como da Reserva Extrativista do Rio Iriri (PA).

O Restaura Amazônia é financiado com recursos do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, sob coordenação do MMA. Criado em 2023, o programa apoia projetos de reflorestamento com espécies nativas e biodiversidade na Amazônia Legal, especialmente na região conhecida como Arco do Desmatamento, faixa que se estende do oeste do Maranhão e sul do Pará até Mato Grosso, Rondônia e Acre e que concentra historicamente os maiores índices de desmatamento da Amazônia. A estratégia do governo federal é transformar essa área no Arco da Restauração, promovendo a recuperação de áreas degradadas e o desenvolvimento de uma economia baseada na floresta. O edital contou também com recursos da Petrobras.


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