Publicado em: 27 de fevereiro de 2026
O reencontro do Clube do Remo com a elite do futebol brasileiro, após 32 anos, segue marcado por aprendizado, tensão e equilíbrio. Na noite desta quarta-feira (25), no Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão), o Remo ficou no 1 a 1 com o Internacional-RS, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro Série A. O resultado mantém a equipe paraense ainda sem vitórias na competição.
O time gaúcho abriu o placar em bela jogada individual de Allan Patrick, que mostrou categoria ao decidir praticamente sozinho. O empate azulino veio com Leonel Picco, atento a uma falha da defesa colorada.
Com três empates e uma derrota, o Remo soma apenas 25% de aproveitamento. Os números, frios, revelam um início preocupante. Ainda que estejamos apenas na quarta rodada, a tabela já coloca o clube “flertando” com a zona de rebaixamento. É cedo? Sim. Mas na Série A, vacilos seguidos podem custar caro.
Há, evidentemente, o peso do contexto. O Remo retorna à primeira divisão depois de mais de três décadas distante desse patamar. A falta de vivência recente em um ambiente de alta intensidade competitiva pode estar influenciando este começo. A Série A não permite distrações ou improvisos.
Contra um Internacional que também atravessa momento irregular, o Remo até criou oportunidades suficientes para sair com a vitória. Faltou, porém, eficiência. Em um campeonato tão nivelado, não aproveitar a má fase de um adversário tradicional pode significar pontos que farão falta lá na frente. O jogo marcou a estreia de Jajá, nova contratação do clube paraense.
O técnico Juan Carlos Osorio mantém sua característica marca registrada: o rodízio constante no elenco. A proposta preserva fisicamente o grupo e amplia alternativas, mas ainda não produziu regularidade suficiente para transformar competitividade em vitórias. O time disputa, batalha, mas não deslancha.
Após os dois duelos finais pelo Parazão 2026, contra o Paysandu, o Remo volta a campo pela Série A no dia 12 de março, novamente em Belém, diante do Fluminense. Até lá, há tempo para ajustes, mas não para ilusões.
A Série A é uma maratona de 38 rodadas. Faltam 34 jogos, é verdade. Mas cada ponto perdido em casa ecoa no futuro. O Remo já mostrou que pode competir. Agora precisa provar que pode vencer.
Porque, na elite, acima de tudo, é preciso se impor, principalmente dentro de casa.
Foto em destaque: Remo X Internacional-RS, Mangueirão, 25.02.2026 (Igor Silva, comentarista esportivo da Rede Pariana)
* O conteúdo do artigo reflete a opinião pessoal da/o colunista









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