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As quartas-de-final do Parazão 2026 entregaram emoção, tensão e confirmações importantes para a sequência do campeonato. O Clube do Remo garantiu vaga após uma batalha dramática contra o Águia, decidida nos pênaltis, por 5 a 4, após empate em um gol no tempo normal. O Paysandu não tomou conhecimento da Tuna e aplicou uma vitória contundente – 5 a 1. Nos outros confrontos, Capitão Poço e Castanhal fizeram duelo equilibrado, com vitória do Japiim, fora de casa, por 1 a 0; Cametá venceu o Santa Rosa por 2 a 0 e segue como melhor campanha da competição. O cenário está desenhado: os favoritos avançaram, mas não sem sustos.


No Zinho de Oliveira, no sudeste do estado, o Remo precisou mostrar maturidade para superar o Águia. Em um jogo muito difícil, de marcação intensa e poucas brechas, os azulinos atuaram com seus titulares, mas foram dominados por um corajoso Águia. O empate persistiu até o fim e a decisão foi para os tiros livres diretos da marca do pênalti. Ali, a experiência pesou. Mais frios e eficientes, os remistas confirmaram a classificação, mostrando que, em jogos eliminatórios, saber sofrer também é virtude.


Em outros duelos no interior, o Castanhal garantiu sua vaga nas semifinais contra o Capitão Poço, em um resultado, de certa forma, surpreendente. No Parque do Bacurau, o Santa Rosa criou poucas dificuldades para o “Mapará”, que confirmou sua força.


Se houve drama de um lado da Almirante Barroso, no houve imposição. O Paysandu atropelou a Tuna Luso com autoridade. Superior tecnicamente e mais organizado coletivamente, o Papão controlou as ações do início ao fim, transformando o clássico em demonstração de força. A vitória elástica não apenas garantiu a classificação, mas também enviou um recado claro aos adversários: o elenco bicolor chega embalado e confiante para a fase decisiva. O volante Pedro Henrique, oriundo da base bicolor, foi o grande destaque.


As semifinais, marcadas para este domingo, prometem elevar ainda mais a temperatura do campeonato. Com os gigantes confirmados e adversários que mostraram competitividade ao longo do torneio, a tendência é de confrontos intensos, decididos nos detalhes. O equilíbrio técnico e a pressão natural de um jogo eliminatório devem produzir partidas estratégicas, em que concentração e eficiência serão determinantes. A tabela marca os dois jogos para domingo (22): Cametá X Remo, no Baixo Tocantins; e Paysandu X Castanhal, no estádio “vovô da cidade”.


Na reta final do Parazão 2026, a disputa vai além do troféu. Para Remo e Paysandu, a competição também funciona como termômetro para os desafios maiores da temporada – o campeonato brasileiro. O Remo busca se manter na Série A e o Paysandu tenta o acesso à Série B da próxima temporada.


Ajustes táticos, consolidação de elenco e fortalecimento emocional entram em campo junto com a bola. O estadual é título, tradição – e, também preparação. Neste momento decisivo, cada vitória pesa não apenas na tabela, mas no projeto esportivo de todo o ano.

Foto: Rodolfo Marques (Curuzu, jogo Paysandu x Tuna)



* O conteúdo do artigo reflete a opinião pessoal da/o colunista

Rodolfo Marques
Rodolfo Marques é professor universitário, jornalista e cientista político. Desde 2015, atua também como comentarista esportivo. É grande apreciador de futebol, tênis, vôlei, basquete e F-1.

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