Publicado em: 6 de fevereiro de 2026
A terceira rodada do Parazão 2026 deixou mais do que resultados na tabela: trouxe debates, leituras de momento e, sobretudo, expectativas elevadas para o clássico que se aproxima. Em campo, Remo e Paysandu viveram momentos diferentes, com desfechos que ajudam a explicar por que a competição começa a ganhar contornos mais definidos. A rodada foi, ao mesmo tempo, um teste de nervos para uns e uma afirmação de força para outros.
O Paysandu saiu de campo derrotado pela Tuna em um jogo marcado por forte contestação. O gol da vitória cruzmaltina veio em um pênalti considerado controverso – e que inflamou o debate sobre arbitragem. O gol no final consolidou a derrota para um Paysandu que foi muito pouco inspirado no duelo contra os tunantes, na quarta-feira (04), em Augusto Corrêa.
A quebra de invencibilidade do Papão acende um sinal de alerta. Jogos assim costumam deixar marcas emocionais, especialmente quando o resultado parece escapar por fatores externos ao jogo jogado. Com seis pontos e ainda entre os primeiros colocados, o Paysandu precisará transformar a indignação em combustível, sobretudo com o clássico batendo à porta – e com a discrepância de elencos e de orçamentos entre os titãs.
No outro extremo da rodada, o Remo foi absoluto: na noite de quinta (05), diante do Águia, venceu por 3 a 0 com autoridade, mesmo utilizando a equipe reserva. Foi uma atuação madura, segura e sem sobressaltos, em que os azulinos controlaram o jogo do início ao fim, impôs ritmo e não correu riscos. Um recado claro de que o elenco azulino tem profundidade e confiança.
A vitória incontestável levou à liderança dividida com o Castanhal, ambos com sete pontos, e consolida o Remo neste início de competição local. Mais do que o placar, chama atenção a naturalidade com a qual o time resolveu a partida
Agora, a quarta rodada projeta o clássico Re x Pa, no domingo (08), como um divisor simbólico. De um lado, o Remo chega embalado, líder e confiante; do outro, o Paysandu vem ferido, mas vivo e perigoso. Clássicos não respeitam lógica de tabela, e talvez seja justamente esse contraste – entre a serenidade azulina e a urgência bicolor – que torne o próximo capítulo do Parazão ainda mais imprevisível.
Foto: Cleven Pena (Tuna X Paysandu)
* O conteúdo do artigo reflete a opinião pessoal da/o colunista









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