Publicado em: 22 de janeiro de 2026
O Ministério Público Federal (MPF) lançou uma plataforma digital que reúne contatos de serviços de atendimento psicológico e assistencial gratuitos ou com valores reduzidos em diferentes regiões do Pará. A iniciativa, que integra a campanha Janeiro Branco, busca facilitar o acesso da população a redes de acolhimento emocional e suporte em saúde mental.
A plataforma foi lançada nesta quarta-feira (21) pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) no Pará, setor do MPF responsável pela defesa dos direitos humanos no estado. O trabalho contou com a colaboração da Comissão de Saúde Mental e da Assessoria de Comunicação da instituição.
O objetivo central é oferecer, de forma organizada, referências confiáveis para pessoas e grupos sociais que procuram acompanhamento psicológico, orientação e apoio em situações de vulnerabilidade emocional. Para o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Sadi Machado, a iniciativa transforma informação em ferramenta concreta de cidadania. Segundo ele, “A informação é o primeiro passo para a efetivação da cidadania. Ao reunir e organizar esses contatos, o MPF busca reduzir a distância entre a população e a rede de proteção, transformando a conscientização do Janeiro Branco em uma ferramenta prática de acolhimento e cuidado”.
A página reúne contatos de Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), Centros de Referência de Assistência Social (Creas), clínicas-escola, grupos de apoio, espaços de acolhimento e serviços especializados, incluindo plantões psicológicos e atendimentos voltados a públicos específicos.
O levantamento contempla serviços que funcionam tanto de forma presencial quanto on-line. A variedade de formatos procura atender diferentes realidades: enquanto o atendimento presencial fortalece vínculos por meio do contato direto, a modalidade remota amplia o acesso para quem vive no interior do estado ou enfrenta dificuldades de deslocamento.
A organização dessas informações também considera as barreiras geográficas do Pará, com suas grandes distâncias e acesso desigual a serviços de saúde mental, especialmente fora dos grandes centros urbanos.
A ideia de criar a página surgiu a partir de uma reunião realizada em 2025 na sede do MPF em Belém. O encontro discutiu demandas da comunidade LGBTQIAPN+ relacionadas ao Projeto Casulo (serviço público estadual voltado ao atendimento ambulatorial e hospitalar de pessoas transexuais) e à ampliação das políticas de saúde trans no estado.
Participaram da discussão representantes do MPF, pessoas usuárias do projeto e integrantes de coletivos LGBTQIAPN+. Embora a proposta tenha surgido nesse contexto específico, o conteúdo da página foi estruturado para atender a toda a sociedade, independentemente de identidade de gênero, orientação sexual ou perfil social.
O MPF também abriu espaço para a colaboração da sociedade na atualização das informações. Sugestões de inclusão de novos serviços ou correções nos dados já disponíveis podem ser encaminhadas ao e-mail prpa-ascom@mpf.mp.br.
Foto em destaque: Comunicação/MPF, sobre foto de Canva









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