Publicado em: 26 de dezembro de 2025
Dados globais da plataforma Strava mostram que a maioria das pessoas abandona seus objetivos anuais por volta de 19 de janeiro, data conhecida como Quitter’s Day. Já o relatório Global Emotions 2023, da Gallup, aponta que cerca de um terço da população mundial relata níveis elevados de estresse, especialmente no retorno às rotinas após períodos de pausa. Esse ambiente emocional se intensifica em janeiro, quando metas ambiciosas e expectativas sociais ampliam a sensação de pressão interna.
O início do ano costuma acionar gatilhos emocionais relacionados a desempenho e comparação. A virada cria a ilusão de que tudo precisa recomeçar perfeito. O problema é que muitas metas são formuladas a partir de autocrítica, não de planejamento. Quando a pessoa percebe que não consegue sustentar o ritmo, ativa memórias antigas de comparação, autocrítica e sensação de inadequação.
Estudos da American Psychiatric Association revelam que grande parte das pessoas relata aumento de tensão no início do ano devido a obrigações financeiras, retorno ao trabalho e necessidade de reorganização de rotina.
A sobrecarga se amplifica quando metas são rígidas ou pouco realistas, como mudanças corporais rápidas, aumento brusco de produtividade ou reorganização completa da vida profissional em poucas semanas. Aí ela se torna um gatilho emocional. O indivíduo tenta compensar sensações antigas de insuficiência, e não realizar um objetivo de fato. Cansaço persistente, irritabilidade e dificuldade de concentração são sinais de alerta.
Especialistas em comportamento apontam que a exposição constante a padrões idealizados, sobretudo nas redes sociais, intensifica a sensação de fracasso. Pesquisas da Harvard Business School revelam que a comparação excessiva reduz a motivação e amplia sentimentos de desajuste.
Sintomas como irritabilidade, cansaço persistente e dificuldade de concentração, observados em pesquisas da OMS, são frequentes quando há excesso de autocobrança. Ouvir esses sinais é essencial. Quando a pessoa entende que não precisa provar nada, nem para os outros, nem para si, o planejamento perde o peso que oprime e ganha o sentido que impulsiona.











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