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O prefeito de
Belém é inacreditável. Demorou quase seis anos para construir uma mera
passarela para pedestres que chamou pomposamente “Pórtico Metrópole”. Da mesma
forma há anos se arrasta a construção do “Pórtico da Amazônia”, cuja
inauguração já foi marcada e desmarcada várias vezes e, ainda assim, no máximo,
só de um terço das obras prometidas. Licitou e começou a executar o BRT sem
estudo de impacto ambiental nem de viabilidade econômica, sequer dotação
orçamentária. Conseguiu o financiamento de R$418 milhões e agora pretende endividar
completamente a Prefeitura, com mais três empréstimos, num total de R$300
milhões, sendo US$ 125 milhões – de dólares – junto ao Banco Interamericano de
Desenvolvimento (BID), para, vejam só, turismo sustentável. E Belém nem tem Secretaria
de Turismo (!).  E a audiência pública
para discutir o projeto de Macrodrenagem na Bacia da Tamandaré foi marcada – não por acaso – para o último final de
semana de julho, quando Belém está vazia.
Não bastasse
o comprometimento de todo o orçamento do município, inviabilizando a gestão de
seu sucessor, Duciomar Costa (PTB) ainda quer transformar a Ctbel – principal órgão
arrecadador – em autarquia, nos moldes de agência reguladora, com mandato da
diretoria, que deixaria empossada, escolhida a dedo.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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