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A que ponto chegou a saúde no Pará! Nos
hospitais públicos – estaduais, municipais, universitários -, e nos particulares
também, as filas de espera, a falta de atendimento por carência de
equipamentos, remédios e profissionais de saúde já viraram caso de polícia. Agora
os médicos têm entre as tarefas de plantão fazer até BO em delegacias, para se
resguardar de possíveis responsabilidades penais e cíveis. Pacientes morrem ou
se sujeitam a riscos maiores que os causados por suas doenças, como resultado
da incompetência e desumanidade dos gestores. No Hospital Universitário João de
Barros Barreto faltam insumos, na Santa Casa há superlotação e os dois
hospitais de Pronto Socorro Municipal de Belém estão sem anestesistas porque
não recebem há meses.
Nos planos de saúde a situação não é muito
diferente do SUS. Vários já foram fechados pela absoluta falta de condições e a
Unimed Belém está em colapso. Com centenas de milhares de clientes e a maioria
dos médicos descredenciados porque se recusam ao valor aviltante pago pelos
procedimentos, as pessoas são obrigadas a esperar mais de um mês para consultas,
e nenhum credenciado aceita RPG, por exemplo, para fisioterapia. O próprio
presidente da Unimed Belém, médico neurologista César Neves, paga em clínica
particular R$120 pelo tratamento, que pela Unimed sai a míseros R$20.
Nos hospitais particulares proliferam
denúncias de recusa de pacientes e de contaminação. Uma calamidade. Acuda-nos,
quem?
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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