Publicado em: 16 de novembro de 2013






do Programa Trabalho, Justiça e Cidadania, desenvolvido pela Associação dos
Magistrados do Trabalho da 8ª Região, grupos culturais de escolas do bairro da
Cabanagem fizeram apresentações musicais, de teatro, teatro de fantoches e até
da banda de música regida pelo maestro Rafael Braga dos Santos, da escola Cristo
Redentor, que tem convênio com a Fundação Cargos Gomes
e também mostrou o talento dos seus violonistas, regidos pelo professor Marcelo
Viana; o grupo de percussão Aracê, do Centro Social da Criança e do Adolescente
Santa Edwiges; e os violinistas da escola Emaús, regidos pelo professor Eduardo
Florentino. A cantora lírica Gabriella Florenzano entoou o Hino Nacional. O Hino do TJC, composto pelo decano do TRT8, desembargador Vicente Malheiros da Fonseca, foi interpretado pelo coral infanto-juvenil do projeto Vale Música, acompanhado por um sexteto de sopros, glockenspiel, percussão e piano, integrado por membros da Orquestra Jovem do projeto Vale Música.
Logo na abertura oficial o presidente da Amatra
8, juiz Antônio Oldemar Coelho
dos Santos, deu o tom, falando o quanto as ações educativas tocaram
profundamente também os magistrados que se dispuseram a atuar voluntariamente
junto à comunidade escolar. A diretora de Direitos Humanos da Amatra8 e coordenadora do programa TJC, juíza Zuíla Dutra, fez
um discurso emocionado e emocionante sobre a importância do resgate da infância
e do programa TJC como mecanismo de inclusão social, revelando o alto grau de comprometimento com a
causa de todos os juízes engajados no projeto. O juiz Océlio
Morais, diretor cultural da Associação e vice-coordenador do programa, fez uma
reflexão acerca da responsabilidade de todos.
sociedade está fazendo com seus filhos, crianças e adolescentes, que são
excluídas de suas próprias infâncias
e vivem em situação de risco? O que os
governos estão fazendo com a Constituição, quando se trata da garantia da
infância e da adolescência saudáveis, plenas e dignas? O que cada um de nós
pode fazer – de pleno coração e de pleno
compromisso – para plantar a semente da esperança, da certeza e da
segurança nessas pequenas vidas que
clamam, pedem e anseiam por algo muito simples: ser feliz – a felicidade de ter moradia, de ter o pão de
nosso de cada dia, de ter a escola que ensina a caminhar e de ter a família que
ensina a amar? Qual o tipo de conduta positiva que nos exige o exame de consciência como
confessionário de nossas próprias ações ou omissões?”, questionou o magistrado,
aduzindo que “a sociedade que não cuida de seus filhos, como deveria cuidar uma
mãe zelosa e carinhosa, produzirá filhos rebeldes que não saberão escrever com
dignidade sua própria história. E quando isso acontece, a sociedade vai se
mortificando, vai morrendo até perder suas raízes. Uma sociedade sem raízes não
tem futuro. Uma sociedade sem distribuição de riquezas sociais condena seus
filhos à miséria. As crianças e
adolescentes são as raízes que perpetuam
a história da sociedade. Os jovens – como diria o Papa Francisco –são a
porta por onde passa o futuro. E, por isso, não podem ser excluídos. Mas devem
ser protegidos contra todas os males que lhes retiram a dignidade.”
milhões de crianças e adolescentes trabalhando, ou nas ruas dominadas pelos
vícios das drogas, alguma coisa está errada. Muito errada. Completamente
errada. Isso significa que os governos não estão respeitando, como deveriam
respeitar, a sua própria Constituição porque, ao contrário, não haveria o
trabalho infantil; as crianças estariam nas escolas; nas creches; cresceriam
saudáveis com perspectivas de futuros seguros. Cada um de nós é responsável, na
forma e na medida de nossos valores e da visão de mundo, pelo presente (que é o
resultado de nossas ações); pela sociedade que construímos para o futuro das
novas gerações; pelo avanço ou retrocesso dos direitos e garantias fundamentais
das crianças e adolescentes. Nossas consciências por uma sociedade mais justa e
mais fraterna devem ser o anjinho da guarda dessas crianças e
adolescentes que estão no TJC e daquelas que ainda serão alcançadas por esse
bonito programa”, concluiu o juiz Océlio Morais, ressaltando que o TJC não é
obra de uma pessoa, nem pode depender de um pequeno grupo, é um elo de vontades
verdadeiras e comprometidas de várias pessoas, entidades civis, instituições
públicas e privadas, e também de pessoas anônimas que desejam construir uma
sociedade de igualdade para os seus filhos, e que precisa ser fortalecido por
todos aqueles que têm boa vontade e querem fazer algo diferente e duradouro
pelo futuro das crianças e adolescentes
brasileiras, a sementinha da esperança para que sejam jovens
saudáveis logo, logo; adultos responsáveis amanhã e idosos conscientes do papel
cumprido.









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