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Foto: Rogério Almeida
A PA-483, que dá acesso ao distrito industrial e ao porto de Vila do Conde, em Barcarena, amanheceu hoje interditada por populares revoltados com a falta de uma solução para o maior desastre ambiental do Pará e talvez único no mundo com suas características, populares. Há mais de três meses, o navio boiadeiro de bandeira libanesa Haidar naufragou  transportando cinco mil cabeças de gado vivas e 700 mil litros de combustível, mas a embarcação, com as carcaças dos animais que morreram em seu porão, ainda não foi removida. A salvatagem do navio é uma operação cara e delicada. 

A mortandade dos bois e o vazamento de óleo transtornaram milhares de famílias ribeirinhas, que ainda não foram indenizadas, além de um prejuízo de R$ 30 milhões pela interrupção do trabalho em uma parte do porto. Os animais morreram afogados e parte do combustível vazou. A barreira de contenção emergencial rompeu cinco dias após o acidente, contaminando o rio Pará/Tocantins. 

A praia de Vila do Conde, interditada, é monitorada por geólogos uma vez por mês. A última amostra coletada foi em dezembro, e constatou que ainda há óleo presente na água e na areia. A preocupação dos especialistas é de que ocorra um novo vazamento na retirada do navio. As demais praias de Barcarena – como a do Caripi – não mais estão interditadas.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade exigiu da CDP um plano técnico para retirada das ossadas dos animais mortos, trabalho que iniciou pelos deques superiores e é executado por uma empresa especializada. 
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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