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Melgaço, município do arquipélago marajoara que é o mais pobre do Brasil, com 0,418 de IDH – Índice de Desenvolvimento Humano, precisa urgentemente de socorro. Os servidores municipais da área da saúde até hoje não receberam o salário de dezembro de 2016. As escolas e ruas estão tomadas pelas drogas. Todas as noites as famílias – em suas próprias casas e inclusive nos barquinhos em que fazem o ir e vir – estão sendo vítimas de assaltos. Ontem de madrugada, ao chegar na Igreja Mãe da Divina Graça, o pároco local, padre Tadeu, ficou chocado ao verificar que, durante a noite, forçaram a porta lateral, entraram no templo, arrancaram o sacrário por trás, levaram dois cálices valiosos e – o mais doloroso para o sacerdote – havia hóstias espalhadas pelo chão. As informações são do bispo emérito do Marajó, Dom José Luiz Azcona Hermoso, que clama por ações da Polícia e do Ministério Público, e expõe o estado de abandono da população, em busca de ajuda. O religioso lembra que, há algum tempo, três ministras foram visitar o arquipélago, de uma só vez, mais para turismo do que outra coisa. E que o ministro Mangabeira Unger demorou em Melgaço duas horas e não fazia a menor ideia da situação.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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