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O estribilho da Salgueiro, que neste Carnaval homenageia o povo Yanomami, significa “eu ainda estou vivo” e o samba-enredo com o tema “Hutukara” faz referência ao céu ancestral que desabou sobre a terra nos primórdios, formando a floresta.

Davi Kopenawa, xamã Yanomami, estava na avenida, assim como o primeiro indígena imortal da Academia Brasileira de Letras, Ailton Krenak.

Um ano depois da declaração de emergência sanitária, as mortes continuam, com 308 óbitos em 2023, mais da metade deles de crianças com menos de cinco anos, a maior parte decorrente de doenças evitáveis, como diarreia, pneumonia e malária. Detalhe importante: ainda faltam os números de dezembro de 2023.

Salta aos olhos que as ações do governo Lula foram e são insuficientes para mudar essa tragédia. Continua a desassistência à saúde, repetindo falhas básicas como a ausência de visitas regulares de profissionais da saúde nas aldeias, problemas de abastecimento e de estrutura nas Unidades Básicas de Saúde Indígena e vigilância epidemiológica falha. Além da ineficácia do combate ao garimpo na TI.

O grito do Povo Yanomami e Ye’kwana no desfile do Salgueiro na Sapucaí, que cantou a força desses parentes, precisa ecoar na consciência dos homens públicos.

É preciso tirar o povo da lama

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