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Xingu, Causos & Crônicas


No próximo dia 11 de fevereiro, às 19h, no hall do teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas, o velho comunista André Costa Nunes, escritor, marqueteiro, blogueiro (editor do Tipo assim…folhetim) e restaurateur Xamã dos Xipaias no idílico Terra do Meio, restaurante rural que fica bem ali, a 30 minutos de Belém, na estrada do Uriboca, nº 3.000, bairro do Pato Macho, Marituba, vai lançar sua mais recente obra, “Xingu, Causos & Crônicas”. André convida os amigos avisando que vai ter coquetel, inclusive jamburana, acepipes e sarau. 

A obra foi revisada pela professora Aurilea Abelém, prefaciada pelo publicitário e jornalista Walter Menezes da Rocha e tem orelha do jornalista e escritor Paulo Sílber.

O livro é a cara do André. Sua inquietude, sua pressa e alegria de viver, sua doçura e irreverência estão permeadas em cada página. Como na última crônica, “Reflexões de um velho curupira”, em que conta, com seu molho delicioso: “Casei liso como muçum. Nem um centavo no bolso. Subversivo, eternamente fugindo, com a espada de Dâmocles sobre a cabeça. O Colégio Nazaré, dos irmãos maristas, cedeu, de graça, a capela e bancou a recepção. Lá mesmo, no antigo refeitório dos internos. O padre Raul, da Casa da Juventude, não cobrou pela celebração e ainda dispensou-me de comungar. E a música, ah! a música. Profana. Contrariando as ordens do Irmão Diretor, o meu amigo Irmão Porfírio, na hora agá, atacou no órgão, com toda a força, Manhã de Carnaval de Luiz Bonfá e Antônio Maria: ‘Manhã, tão bonita manhã/ Na vida, uma nova canção. Cantando só teus olhos/ Teu riso, tuas mãos/ Pois há de haver um dia em que virás/ Das cordas do meu violão/ Que só teu amor procurou/ Vem uma voz/ Falar dos beijos perdidos/ Nos lábios teus/ Canta o meu coração/ Alegria voltou/ Tão feliz a manhã/ Deste amor.’  Se me fosse dada a oportunidade de começar tudo de novo, na certa, eu estaria, jovem ou grisalho, ingênuo ou vivido, mas sonhador, na mesma estrada poeirenta a fazer sinal para o mesmo ônibus seguindo o mesmo itinerário, com destino a Pasárgada.”

Já ganhei o meu exemplar antecipado, autografado pelo querido autor, com direito a um abraço do tamanho do Xingu, mas é claro que irei para a noite de autógrafos. Obrigada, André!

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