0
 

Uma cidadã de Barcarena, de 38 anos, vítima
de violência doméstica, tenta em vão, há mais de uma semana, registrar um
Boletim de Ocorrência na delegacia de polícia local. Quando o sistema não está
fora do ar, o delegado Maurício se recusa a ouvi-la e alega que está ocupado. “Uma
vez o delegado estava lendo um livro e não me deu a menor atenção”, denunciou.
A informação é de Carlos Baía, da Rádio Metropolitana FM.
Não são poucas as situações idênticas que
acontecem todos os dias em Belém e no interior do Pará. Mulheres agredidas
procuram ajuda nas delegacias e sofrem chacotas. A Lei Maria da Penha precisa
antes vencer o descaso dos policiais, que se recusam a fazer BO e mandam as
vítimas andarem de Seca a Meca em
busca de alguma proteção, sem qualquer resultado. Não à toa, são altíssimos os
índices de violência familiar e homicídios por motivos passionais. A
Corregedoria da PC tem que tomar providências urgentes e o governo do Estado
passar do discurso à ação efetiva.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

MPE/PA exige proteção ao Arquivo Público

Anterior

Missão no Oriente

Próximo

Você pode gostar

Comentários