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Que o governador Helder Barbalho é midiático não é segredo. Sabedor do imenso potencial de divulgação ante o foco planetário na Amazônia, ele pretende realizar em Belém uma espécie de “pré-COP” em 2024 voltada à juventude e aos movimentos sociais.

Helder anunciou sua ideia hoje, 6, em Dubai, à cofundadora do Instituto Cooperação da Juventude Amazônida para o Desenvolvimento Sustentável (Cojovem), Carla Braga, que lhe entregou documento sugerindo políticas públicas sobre a temática ambiental. “Me comprometo de voltarmos a Belém e criarmos uma cultura de mais convivência nesse processo de preparação para a COP 30. E não será só da juventude, mas dos povos indígenas, dos movimentos sociais. Acho que é muito importante que vocês participem, até porque isso é um processo cada vez mais de participação social e de contribuição”, disse Helder Barbalho.

O governador também relatou que ontem, 5, em conversa com o sultão Al Jaber, notou o interesse dele em abranger esses públicos nas discussões. Al Jaber não é apenas o presidente da COP28. Ele comanda a Empresa Nacional de Petróleo de Abu Dhabi, a Adnoc. É a primeira vez que um CEO, ainda mais do setor de combustíveis fósseis, preside a COP, o que enfureceu ambientalistas do mundo inteiro. Sob o comando de Al Jaber, a petrolífera estatal dos Emirados Árabes Unidos produziu mais de 4 milhões de barris de petróleo por dia em 2022, contra 3,6 milhões de barris/dia em 2021, de acordo com a Opep. E ele mesmo antecipou a data prevista para quase duplicar a produção para 5 milhões de barris por dia – de 2030 para 2027. Suas aparições públicas são minuciosamente coreografadas: evento organizado por instituição internacional respeitada, dignitários estrangeiros na plateia e sem espaço para perguntas no final. Os comunicados à imprensa são enviados aos jornalistas pela Edelman, uma das principais agências de relações públicas dos EUA.

Carla contou que o Instituto, que tem sede em Belém, há dois anos desenvolve pesquisa, análises de políticas públicas e entendimento do cenário para as juventudes, todos na perspectiva climática. “A ideia de uma pré-COP, no ano que vem, ou de uma COP para a Juventude, é uma das demandas do Cojovem apresentadas em Dubai para o governador. A gente pediu a inclusão de juventudes amazônidas nas políticas socioambientais do Pará de forma transversal e principalmente no Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA). Colocamos a realização de uma COP jovem, de crianças e juventudes, sobretudo para que possamos ter essa instância deliberativa e encaminhativa. A ideia é materializar políticas públicas sensíveis às juventudes, mas não só. Queremos replicar isso para a Amazônia Legal, para o Brasil. Foi com muito prazer que a gente pôde contar com o governador Helder Barbalho assinando o nosso documento, e estamos muito felizes por isso”, declarou a ativista.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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