Publicado em: 2 de janeiro de 2026
Projeto liderado pela Universidade de Glasgow (Reino Unido) reúne quatro instituições brasileiras para avaliar como a combinação entre risco ambiental e vulnerabilidade social afeta a qualidade de vida de moradores de favelas e comunidades urbanas do Brasil.
Por meio de um modelo de Laboratórios Urbanos Participativos, o projeto será desenvolvido em parceria com agências governamentais e associações de moradores de favelas e comunidades urbanas nas cidades de Curitiba (PR), Natal (RN) e Niterói (RJ). A iniciativa atuará em três frentes: a produção de dados para subsidiar políticas públicas; o engajamento das comunidades em ações de intervenção e adaptação climática; e a geração de conhecimento para fortalecer a atuação coordenada dos municípios, transformando evidências em medidas concretas de adaptação climática e promoção da saúde.
Com financiamento superior a R$ 14 milhões, provenientes da fundação britânica Wellcome Trust, o projeto PACHA (Análise Participativa para Adaptação Climática e Saúde em Comunidades Urbanas Desfavorecidas no Brasil) envolve, além da PUCPR, o Departamento de Tecnologia e Ciência de Dados da FGV EAESP, o Centro de Integração de Dados em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (CIDACS/Fiocruz) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Utilizando uma abordagem transdisciplinar, as universidades irão reunir líderes comunitários urbanos, formuladores de políticas públicas, cientistas sociais, especialistas em clima e pesquisadores da área da saúde com o objetivo de integrar dados climáticos e de saúde para mapear vulnerabilidades – considerando os impactos sobre pessoas de diferentes gêneros, raças e idades -, e transformar essas evidências em ações públicas e estratégias de adaptação.
Pena que a pesquisa não inclui a Amazônia e ainda se baseia no Dados do Censo 2022. Naquele ano o Brasil já tinha mais de 12 mil favelas, com cerca de 16,39 milhões de pessoas – o equivalente a 8,1% dos 203 milhões de habitantes do país. Essa população, que convive com moradias precárias e ausência de infraestrutura adequada, está entre as mais afetadas pelos impactos das mudanças climáticas, como chuvas intensas, deslizamentos de terra, enchentes e ondas de calor.









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