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Uma disputa que já durava três anos chegou a um final feliz. O barco hospital Abaré I permanecerá em Santarém para atender às populações ribeirinhas do Tapajós, incluindo os municípios de Belterra e Aveiro. Adquirida com recursos do Ministério da Saúde, a embarcação passa a ser da Universidade Federal do Oeste do Pará, em condições estabelecidas em acordo judicial entre o Ministério Público, Ufopa e a Ong holandesa Térre de Hommes, dona do barco, que havia anunciado o fim de suas atividades na região. 

O promotor de justiça Túlio Chaves Novaes instaurou procedimento em 2012 para garantir a permanência do Abaré. Em 2013, foi a vez de o Ministério Público Federal instaurar inquérito civil, já que os recursos e instituições envolvidas são federais. 

Em funcionamento desde 2006, o Abaré se tornou modelo para a implementação do Programa Saúde da Família Fluvial e foi qualificado como a primeira Unidade de Saúde da Família Fluvial do Brasil integrada ao SUS.
Agora, a embarcação se integrará ao projeto pedagógico institucional da universidade, com a implantação do Instituto de Saúde Coletiva, destinado a formar profissionais de saúde com foco na atenção primária em saúde dos ribeirinhos.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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