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A Universidade do Estado do Pará inicia nesta sexta-feira (6) às 17h as atividades do curso de Tecnologia em Gastronomia, o primeiro ofertado por uma universidade pública na região Norte. Na mesma data será inaugurado o Polo Amazônico de Gastronomia, localizado no Parque da Cidade, o coração das atividades teóricas e práticas da graduação.

O curso estreia com números expressivos: foram quase dois mil inscritos para as 62 vagas disponíveis, demonstrando a alta demanda e o interesse social pela profissionalização do setor gastronômico com base na identidade regional.

A recepção dos calouros e a entrega das novas instalações contarão com uma imersão cultural e científica. Será inaugurada a Cozinha-Lab Amazônia, um espaço preparado para o desenvolvimento de técnicas culinárias.

O público poderá conferir de perto as mostras do Herbário da Uepa e de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), reforçando o vínculo entre a gastronomia e a botânica. E, ainda, o livro Sabores Invisíveis, do professor Diego Aires, diretor do Polo.

Na ocasião será apresentada a Incubadora de Base Tecnológica (IBT-Cametá), iniciativa voltada para o fomento ao empreendedorismo inovador, com ações estruturadas para o desenvolvimento de negócios.

A mostra de produtos da sociobioeconomia focará nas experiências gastronômicas a partir dos sabores autênticos da Amazônia. E o coral Madrigal da Uepa fará apresentação cultural no evento.

O reitor da Uepa, professor doutor Clay Chagas, adianta que o final de semana será dedicado ao compartilhamento de técnicas e troca de saberes. O evento contará com uma Cozinha Show aberta aos estudantes e ao público em geral, com a presença de chefs referência no setor.

“Com a implementação deste curso, a Uepa assume o protagonismo na formação de profissionais capazes de aliar técnicas contemporâneas ao conhecimento ancestral e aos insumos da floresta. O Polo Amazônico de Gastronomia nasce com a missão de ser um centro de excelência, pesquisa e fomento à economia criativa e sustentável do estado, dialogando diretamente com o potencial do Vale Bioamazônico. O Vale foi lançado pelo Governo do Estado do Pará, em novembro de 2025, para impulsionar um modelo de desenvolvimento que une inovação, sustentabilidade e valorização da Amazônia”, explica o reitor, que é membro do Instituto Histórico e Geográfico do Pará.











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