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A ânsia de tomar a vacina contra a Covid é tão grande que fatos lamentáveis aconteceram em locais superlotados em Belém, como os shoppings e o posto da UEPA da Perebebuí, enquanto havia postos com pouca gente e muita tranquilidade, como na UFPA, na Estação das Docas e na Escola de Enfermagem da UEPA. Pessoas que se irritaram com a espera durante horas agrediram os voluntários, que ficam ali dias a fio, sem ganhar nada por isso – às vezes nem um sorriso ou um gesto gentil, uma palavra de agradecimento, e se demora é porque são poucos para tanta demanda. Além dos maus tratos pelos cidadãos, os voluntários se queixam de fome e sede. É preciso ter em mente que para a imunização ter eficácia não dá para apressar, o procedimento tem que ser adequado, principalmente se a vacina for da Pfizer. Hoje um senhor bateu em uma técnica de enfermagem com sua bengala. Outro humilhou a enfermeira. Até revólver já puxaram, conforme depoimentos de voluntários que têm medo de se identificar. Existem novos pontos de vacinação, o bom senso manda procurar os que não têm grandes filas. 

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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