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O promotor Luiz Henrique Dal Poz, responsável pelo caso de Roger Abdelmassih, vê com preocupação a decisão do STF de libertar o médico acusado de 56 crimes sexuais, e considera a continuidade da prisão do médico “extremamente necessária”.

Segundo o promotor, Abdelmassih representa perigo iminente às vítimas e testemunhas. Tanto que algumas só se apresentaram à Justiça após a sua segregação, porque não se sentiam minimamente seguras. Também afirmou que há risco de fuga do acusado e acredita que, se o STF tivesse acesso a todas as informações do processo, e não só às apresentadas pela defesa, a decisão de libertar o médico não teria ocorrido.

Além das 56 acusações de estupro e atentado violento ao pudor, 65 mulheres procuraram a Polícia Civil afirmando terem sido vítimas de Roger Abdelmassih. Após a prisão dele, mais quatro denunciaram o médico, que também é investigado por manipulação genética.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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