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No dia 04 de fevereiro do ano passado, no post O
drama do Barros Barreto
, expus a situação de extrema precariedade do Hospital
Universitário João de Barros Barreto, da UFPA. O MPF fez vistoria, e foi
assinado um Termo de Ajustamento de Conduta pelo qual a instituição assumiu a
obrigação de cumprir todos os itens necessários ao bom funcionamento do
hospital, sob pena de
multa diária de R$ 5 mil. 
Passado quase um ano e meio, a coisa só piora. É gravíssimo o que
acontece lá e as providências são urgentes. 
Faltam remédios, desde soro fisiológico até antibióticos. A infraestrutura
está degradada:
piso danificado,
fiação elétrica exposta, sistema de esgoto defeituoso e infiltrações e goteiras
em vários pontos do prédio
, leitos sem condições de receber e tratar os pacientes. Tomógrafos, aparelhos respiratórios e outros
equipamentos estão
paralisados. As instalações são
perigosas; na lavanderia, equipamentos antigos e goteiras são uma porta
escancarada a infecções; nas enfermarias, o espaço mínimo entre os leitos não é
respeitado.

O Centro de Terapia Intensiva e a Sala Cirúrgica parecem de um filme de terror.
Em todo o hospital, os ambientes são improvisados,
com excesso de umidade, equipamentos enferrujados e danificados, esgoto
destinado sem tratamento e lixo sem a devida segregação e
acondicionamento.
O mobiliário oxidado e portas emperradas, a coleta do
lixo nas enfermarias, os bebedouros, banheiros, cozinha, espaço desorganizado e
sem higiene para guardar materiais, enfim, as fotos dão a ideia exata do caos
vivenciado por quem trabalha ou precisa ser atendido lá.

Algum de vocês aceitaria ser tratado lá? Ou deixaria alguém da família? Então, por favor, ajudem a divulgar tamanha aberração. Há muitas vidas em risco, de gente muito pobre que não pode sequer se dar ao luxo de recusar tal atendimento. Trata-se de um mínimo de dignidade, de direitos humanos!



Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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