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ORVAM, Ong sediada em Belém do Pará, que trabalha no resgate da autoestima, combate
o preconceito e promove a inserção no mercado de trabalho das vítimas de escalpelamento
por acidente nas embarcações que trafegam nos rios da Amazônia pede socorro à
sociedade. Após sofrer quatro assaltos só nos dois
últimos anos, a entidade beneficente está na iminência de fechar as portas por
falta de segurança e de apoio do poder público. Há exatamente um ano a ORVAM solicita
audiência ao prefeito Zenaldo Coutinho, através de ofícios. No último dia 9,
conseguiu falar com ele através do telefone da assessora Márcia Braga, quando
ele ouviu as reivindicações e disse que a presidente da Funpapa,
Tonya Pinheiro de Souza, entraria em contato,
o que de fato ocorreu em seguida. Mas a presidente da Funpapa ficou de agendar
uma reunião e até agora nada foi marcado. A Ong só quer pedir segurança ou
devolver o prédio onde está instalada, na
Av. João Paulo II, bairro de Souza, em troca de um que seja seguro. O imbróglio é que
o prefeito alega estar impedido por liminar judicial de colocar a guarda
municipal para esse tipo de serviço. Resta a alternativa de um outro endereço. O
atual, as meninas vitimadas e até os voluntários estão com medo de frequentar.
Há 345 vítimas desse terrível acidente,
desgraçadamente ainda muito comum nos rios do Pará. Se a entidade fechar suas
portas, quem as auxiliará?
No último assalto levaram o único
computador que registrava as doações e arquivos, dois ventiladores, um rádio,
uma impressora, um celular com carregador, um telefone fixo e R$300 que seriam
destinados ao pagamento da conta de luz elétrica.

Quem puder ajudar com doação de perucas,
cabelo, reposição dos equipamentos roubados ou auxílio financeiro deve entrar
em contato com Cristina Santos, presidente da ORVAM, através do
celular (91)87073792. 
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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