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Com a intensidade das chuvas no Pará nesta época do ano, a Leptospirose, doença infecciosa causada pela bactéria presente na urina do rato, é um perigo real e imediato nas ruas alagadas de Belém e das cidades do interior. Preocupado com os elevados riscos de contaminação, o secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, deslanchou campanha educativa de prevenção, esclarecendo os cuidados que a população deve tomar para se proteger.
A coordenadora estadual de Zoonoses da Sespa, Elke Abreu, esclarece que as pessoas contraem Leptospirose quando entram em contato com a água contaminada e têm algum ferimento na pele, mas também pode ser contraída pela mucosa e pele íntegra quando imersa por muito tempo em água ou lama contaminada, e ainda pelo consumo de alimentos ou água também contaminados.

Os sinais e sintomas iniciais são febre, dor de cabeça e dor muscular, principalmente na panturrilha (batata da perna), que aparecem geralmente oito dias após o contato com a água contaminada. Gripe, dengue, chikungunya e zika têm sintomas muito parecidos. “Por isso, se o paciente relatar que teve contato com esgoto, lixo ou água empoçada nas ruas, o médico precisa suspeitar de Leptospirose. Em algumas pessoas as consequências da contaminação podem evoluir para formas graves, só percebidas quando a pele fica amarelada, há pontos hemorrágicos nos olhos e quadro de insuficiência renal, que pode causar a morte”, alerta a coordenadora.

Em 2025 foram confirmados pela Sespa 151 casos de Leptospirose no Pará, principalmente entre os meses de janeiro e abril. Os municípios com mais ocorrências foram Belém (53), Óbidos (16) e Castanhal (11). De janeiro a fevereiro deste ano, quatro casos, três em Santarém e um em Breves.

As principais medidas preventivas contra Leptospirose são:

Evitar acúmulo de lixo e água parada;
Proteger os pés ao andar em áreas alagadas;
Beber água tratada;
Não deixar restos de alimentos de animais de estimação disponíveis aos roedores;
Não consumir alimentos de origem duvidosa ou expostos aos roedores;
Não tomar banho em canais, igarapés, açudes e riachos próximos de áreas infestadas por roedores.
Serviço: Para o primeiro atendimento, usuários do SUS devem procurar as unidades Básicas de Saúde (UBS) ou de Pronto Atendimento (UPA).

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