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A Prefeitura de Belém, via Fumbel, realiza neste sábado, 18, a 5ª edição do projeto “Rota dos Palacetes” no dia 18 de maio, sábado, às 16h. O evento encerra a 22ª Semana Nacional de Museus e leva ao público informações sobre a história da arte e da arquitetura de Belém.

A Rota dos Palacetes é um projeto desenvolvido pelo Museu Casa Francisco Bolonha, que traz ao debate temas sobre a memória e novas releituras da arquitetura na cidade. “A ideia de caminhar pelas ruas do bairro de Nazaré surge para que o público possa conhecer as localizações e todas suas memórias bem de perto. Dessa forma, eles aprendem que a memória da cidade é uma das coisas mais importantes que precisamos preservar. Além disso, a rota nos leva a debater sobre qual cidade nós queremos e o quanto a cidade precisa desse olhar. Iremos falar sobre as fachadas, seus estilos e seus autores para que a pessoas conheçam um pouco da história da cidade, só não vamos visitar internamente”, ressalta a diretora da Casa Museu Francisco Bolonha, museóloga Rosa Arraes.

A saída será às 16h no Palacete Mac-Dowell, atual sede do Museu Nacional da Assembleia de Deus, na Av. Governador Magalhães Barata. A rota inclui dez palacetes. Chegada às 17h30, no Memorial dos Povos. Não haverá visitação interna, com exceção do Museu Casa Francisco Bolonha, o Palacete Bolonha, até às 20h. Uma feira cultural e o Boi de Máscaras de São Caetano de Odivelas “Vaca Velha” estarão no Bolonha.

“Estimular a visitação e o conhecimento do patrimônio arquitetônico de Belém é uma forma de democratizar o acesso à informação.  É um momento para todos amantes da história e arquitetura de Belém, que prezam pela nossa história, cultura e arte. Convidamos a todos estudantes, professores e profissionais para participarem do projeto e conhecerem a história de um povo, a nossa história como paraenses”, diz a presidente da Fumbel, Inês Silveira.

A Rota dos Palacetes conta com o apoio do Museu do Judiciário Paraense Desembargador Agnano de Moura Monteiro Lopes, Museu Nacional da Assembleia de Deus e do Centro Cultural Palacete Faciola. O evento é gratuito e não precisa de agendamento ou inscrição prévia.

Conheça os palacetes na ordem de percurso:

Solar MacDowell: Av. Magalhães Barata, nº 91: construído por Samuel Wallace Mac-Dowell, tem arquitetura eclética, varanda decorada e painel de azulejos portugueses. Abriga o Museu Nacional da Assembleia de Deus.

Palacete Augusto Montenegro: Av. Gov. José Malcher, nº 1192. Projetado pelo italiano Filinto Santoro em 1903, foi residência do governador do Pará e é notável por seus materiais importados da Itália. Funciona ali o Museu da Universidade Federal do Pará.

Palacete Bibi Costa: Av. Gov. José Malcher, nº 1044. Encomendado em 1904 pelo Major Carlos Brício da Costa, apresenta elementos Art Nouveau e pertence à Secretaria do Patrimônio da União.

Palacete José Leite Chermont: Av. Nazaré, nº 871. Construído em 1925, reflete a influência das residências burguesas francesas, com amplo terreno e diversidade de materiais. O Escritório Compartilhado da Agência das Nações Unidas funciona lá.

Palacete Pedro Gusmão: Tv. Quintino Bocaiúva, nº 131. Adquirido por Pedro Gusmão em 1910, reformado em 1925 pelo arquiteto José Sidrim, tem vitrais e móveis da França. Já foi um hotel e hoje é parte da história local.

Palacete Barão do Guamá: Av. Nazaré, nº 708. Adquirido em 1879 por Francisco Acácio Corrêa, tem características ecléticas e neoclássicas, e é sede da Codem desde 1995.

Palacete Lourenço da Motta: Av. Nazaré, nº 582. Construído no início do século XX, com elementos ecléticos e neoclássicos, abriga o Museu do Tribunal de Justiça do Estado do Pará.

Palacete Faciola: Av. Nazaré, nº 166. Projetado em 1895 pelo arquiteto José de Castro Figueiredo, é notável por sua fachada em azulejos alemães e abriga o Centro Cultural Palacete Faciola.

Palacete Guilherme Paiva: Av. Dr. Moraes, nº 32. Construído em 1926 pelo arquiteto José Sidrim, em estilo francês com torre belvedere, é propriedade do Exército brasileiro.

Palacete Bolonha: Av. Gov. José Malcher, nº 295. Residência oficial do Engenheiro Francisco Bolonha, tem arquitetura eclética e elementos Art Nouveau. Abriga o Museu Casa Francisco Bolonha.

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