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O
lançamento do livro do senador Mário Couto(PSDB) foi muito prestigiado, ontem, na Fiepa,
pela sociedade, prefeitos, deputados, secretários de Estado, senadores Flexa
Ribeiro(PSDB-PA) e Álvaro Dias (PSDB-PR) e governador Simão Jatene(PSDB-PA). Eu fui, ganhei meu exemplar autografado e, claro, já devorei uma parte dele.
Na
obra, fiel ao seu estilo de não ter papas
na língua
, Mário Couto revela que, quando decidiu apoiar a candidatura de
Domingos Juvenil(PMDB) à presidência da Alepa, foi isolado do ninho tucano.
Ficou um bom tempo sem falar com Jatene e os deputados estaduais do PSDB mas,
com o tempo, reconquistou a confiança e fizeram as pazes.
Em
outro trecho, conta que, em seu primeiro mandato, ficou um mês sem dormir
direito depois do dia em que, exasperado com os gritos de “bicheiro, bicheiro!” de petistas que lotavam a galeria da Alepa,
fez um sinal obsceno com os dedos da mão direita. A foto do gesto foi estampada
na primeira página de um grande jornal no dia seguinte, com a manchete “O que o deputado oferece ao povo”.
Quando leu, pensou que estava perdido, sua vida política tinha acabado. Agora,
diz estar preparado para aceitar as críticas com resignação: “Com o tempo, o couro vai ficando duro e não
se sente tanto.
Outro
relato: empolgado em entrar na política em 1985, procurou Jader Barbalho, que o
incentivou. Um dia, recebeu a visita de um amigo que perguntou se não era
candidato a deputado. “Claro que sou”, respondeu. E o amigo: “_Eu não vi o seu
nome entre os escolhidos pela convenção do PMDB.” Olhou o jornal, era verdade.
Jader tinha deixado-0 de fora sob a justificativa de seu envolvimento com o
carnaval.  Após 4 anos, se filou ao PDS,
antiga Arena, chefiada por Jarbas Passarinho, pelo qual disputou a primeira
eleição, em 1990. No partido, faz questão de dizer que encontrou um amigo leal,
Ronaldo Passarinho.
Mais
um episódio: na década de 90, lutou muito para eleger um prefeito em Soure, no
Marajó. Certo dia, foi à casa dele cobrar melhoria em sua administração, que
andava péssima. Foi recebido com euforia e levado ao quarto, onde a mulher do
prefeito estava sentada na cama, tendo ao lado pacotes de dinheiro, que o
alcaide, sem qualquer pudor, lançava para o ar e as notas voavam aos montes,
como num filme de bangue-bangue, gritando “estamos ricos”. Ficaram inimigos
depois que o então deputado o denunciou ao MP.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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