Publicado em: 27 de dezembro de 2025
Está aberta até o dia de janeiro de 2026, na Galeria Ruy Meira, a exposição “1975-2025: em curso”, da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal do Pará, que destaca o pioneirismo da instituição e a relevância da área para o ensino, a pesquisa e a extensão na Amazônia.
A seleção das obras é assinada pelos professores Afonso Medeiros, Ana Del Tabor Magalhães, Elaine Arruda e John Fletcher. A mostra reunirá trabalhos de Dina Oliveira, Edison Farias, Emmanuel Nassar, Luciano Oliveira, Maria Luiza Távora, Neder Charone, Roberto de La Rocque, Ronaldo Moraes Rêgo e Zélia Amador de Deus. Diversas obras não eram expostas há muitos anos, o que reforça o caráter histórico da iniciativa, integrando o Projeto “50 anos de ensino/aprendizagem: das artes plásticas às artes visuais”, desenvolvido pela Pró-Reitoria de Extensão, em parceria com o colegiado dos cursos de Artes Visuais da FAV.
A proposta reúne acervos públicos e privados para revisitar a memória do curso desde sua criação, quando ainda era denominado Educação Artística – Artes Plásticas, até sua consolidação atual nos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Artes Visuais.
Ao longo dos próximos dois anos, o projeto prevê três edições da mostra. A primeira etapa, em cartaz, apresenta trabalhos realizados nas décadas de 1970 e 1980, antecedendo uma segunda fase voltada às produções artísticas desenvolvidas a partir dos anos 1990.
“A intenção é fazer um levantamento a partir de uma série de acervos e coleções públicas e particulares reunidas nos últimos 50 anos, considerando obras de artistas, professores e arte-educadores fundamentais para a história não apenas local, mas também nacional e, em alguns casos, internacional”, explica o professor Afonso Medeiros, um dos curadores desta edição, ressaltando que a exposição reafirma o papel da arte contemporânea na formação acadêmica e na atuação da UFPA ao longo de meio século. “Uma das coisas que destacamos é que o trabalho dos professores da geração de 70 a 80 são obras que caminham pelo exercício da arte contemporânea, seja em termos de figurativo, abstracionismo ou um meio-termo entre essas duas tendências, mas também têm toda uma ênfase na visualidade amazônica”, completa.
“O processo de curadoria se deu de forma colaborativa entre os curadores e a equipe envolvida no projeto, com uma abordagem horizontal sobre os nossos pontos de vista acerca do recorte proposto”, explica Elaine Arruda, docente da UFPA e curadora da exposição, que revela: o público encontrará obras bidimensionais e tridimensionais, como desenhos, pinturas, gravuras, fotografias e figurinos.
A galeria Ruy Meira fica na sede da Fundação Cultural do Pará (Centur).
O acesso é livre e gratuito.









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