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Relatos de tragédias amazônicas

O jornalista Evandro Corrêa acompanhou as sessões plenárias ordinárias e extraordinárias da Alepa, ontem, e presenteou o presidente, deputado Chicão, e a mim com exemplares autografados do seu livro “Sobral Santos II e Novo Amapá – 40 anos das tragédias que abalaram o Brasil”. Chicão gostou muito do presente e revelou que veio ainda criancinha, com seus pais, a bordo justamente do Sobral Santos, quando sua família migrou de Rio Branco, no Acre, para Belém do Pará, e a viagem demorou um mês, por conta das dificuldades na navegação do trecho, que na época não dispunha ainda de sinalização náutica e balizamento do canal com boias luminosas. Curiosamente, em 1989, aos 18 anos, Evandro embarcou em Itaituba com suas irmãs Ana Maria e Gorete rumo a Santarém, no “Cisne Branco”, e logo descobriu que era o mesmíssimo Sobral Santos que afundara oito anos antes no porto de Óbidos, matando mais de trezentas pessoas. Reformado e rebatizado para escapar ao estigma, o barco mudou de linha e continua na ativa.

Evandro faz em seu livro este e outros relatos de naufrágios que viraram lenda nos rios da Amazônia, e uma homenagem especial ao jornalista e advogado Sebastião Farconara, seu irmão, que se candidatou a vereador de Belém no ano passado e faleceu em março deste ano, aos 56 anos. Agradeço a gentileza do gesto, é uma obra que diz muito da realidade ribeirinha e das populações invisibilizadas neste mundão de águas.

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