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Relatos de ex-internos ajudam infratores

D’joy Paxiúba Oliveira, filho de um funcionário público e de classe média, então com 15 anos de idade, cumpriu medida socioeducativa de internação por seis meses na antiga Fundação da Criança e do Adolescente do Pará (Funcap), em 1995. Há alguns dias, na quinta-feira (14), agora com 35 anos, ele participou como palestrante de uma roda de conversa no Centro de Internação Jovem Adulto Masculino (Cijam), localizado na Região Metropolitana de Belém. O relato corajoso de vida do ex-interno mobilizou a comunidade socioeducativa. D’joy Paxiuba Oliveira contou detalhes do inferno em que mergulhou, acentuando que foi um momento difícil, mas de grande aprendizado, e se disse uma pessoa vitoriosa e realizada por ter superado tudo, acreditando que a decisão de transformar a realidade de vida é uma escolha de cada um. Revelou que para sair da delinquência buscou aprimorar a fé em Deus, a paciência, a tolerância e aprendeu a dar mais atenção às pessoas que realmente querem vê-lo feliz e em paz. “Estar novamente neste lugar me traz muitas lembranças, é um misto de alegria e tristeza. Alegria por estar aqui passando uma mensagem positiva, de fé e esperança a estes jovens e de poder entrar e sair pela porta da frente de cabeça erguida. Mas triste por ver esta situação se repetir com outros adolescentes. Mas Deus tem um propósito para cada um deles, assim como teve para mim”, avaliou D´joy, que aproveitou a oportunidade para agradecer, inclusive, a atenção e os conselhos da equipe que o acompanhou na época em que esteve na instituição. 


O rapaz se diferenciava do perfil socioeconômico, das características físicas e da estrutura familiar dos adolescentes internos que cumpriram medidas socioeducativas naquela época. Segundo o Núcleo de Planejamento da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa), a maioria dos internos é de negros e pobres, oriundos de bairros periféricos e com déficit idade-série, entre outras características. Os dados revelam, ainda, que 74,25% dos adolescentes abandonaram os estudos entre a alfabetização e a 2ª série do ensino fundamental. 


Dos atuais 24 socioeducandos que estão no espaço, 17 participaram da programação.
Entre os adolescentes, um em especial chamou a atenção pelo fato de ter passado a adolescência nas unidades socioeducativas da Fasepa. “Saí e voltei várias vezes durante esse tempo. Eu gostei muito desse momento porque ele falou várias coisas pra gente que no fundo ele tem razão. Isso dá mais vontade de cumprir a minha medida de boa e cuidar dos meus estudos, da minha família e da minha filha que vai nascer daqui a três meses. Eu aprendi que a gente deve fazer o bem, para colher o bem e que as nossas ações têm consequências”, frisou o adolescente.  



Oxalá essas iniciativas provoquem reflexões e efeitos eficazes nas vidas de tantos adolescentes que se perdem todo dia!

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