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Justiça se faça: o ex-vereador de Belém Carlos Augusto Barbosa triplicou a receita das Centrais de Abastecimento do Pará (Ceasa-PA), que, depois de 40 anos, receberam melhorias em seu espaço físico. Era, como diz o caboclo, um lixo, e virou um brinco. De agosto de 2013 a janeiro deste ano foram feitos investimentos na ordem de R$ 2 milhões, em benfeitorias nas áreas do complexo. Sobretudo, moralizou. As mudanças, já em fase de conclusão, foram planejadas desde o início da gestão de Carlos Augusto, que encontrou, quando assumiu a presidência – pasmem! – espaços locados a R$2 mensais. 


O mercado livre do produtor rural, área importantíssima dentro da Ceasa, já que é onde se realiza o escoamento da agricultura familiar do Estado, recebeu novas gôndolas de madeira, iluminação e demarcação do piso, o que permitiu maior organização e higiene na área de comercialização.
Outra medida adotada foi a melhoria no sistema de abastecimento hidráulico das Centrais, que incluiu a instalação de um poço artesiano e a aquisição de uma nova caixa d’água. Antes, o fluxo de água era insuficiente para os servidores e permissionários, e havia coliformes fecais no antigo poço do local. A administração também fez parceria com a Prodepa e o Banpará para implantar internet via fibra ótica no entreposto, o que melhorou a conexão via web, com acesso à informação, além de possibilitar a implantação de câmeras através do Centro Integrado de Operações (CIOP), com o qual já foi feito estudo da viabilidade da ação. Foi contratada segurança 24h, a portaria passou por reforma e o mercado foi revitalizado, com pintura, troca das instalações elétricas, padronização dos boxes e, ainda, substituição de tendas antigas das barracas que vendem melancias.
Carregadores autônomos receberam carteiras de identificação e equipamentos de proteção e de comunicação, como coletes e rádios, prezando a segurança dos trabalhadores, frequentadores e moradores do entorno.
No ano passado, Carlos Augusto intermediou reuniões entre técnicos da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) e permissionários, para tratar das providências legais de controle da praga da mosca da Carambola. Nos encontros, foi informada a necessidade de documentação para o trânsito intermunicipal e interestadual de alimentos, de modo a evitar apreensão e incineração dos produtos.
Já em janeiro deste ano, a Ceasa lançou a campanha “Ceasa Limpa”, a fim de reorganizar o mercado central e dar destino adequado aos resíduos orgânicos. O trabalho envolve permissionários, catadores e funcionários e qualificou lideranças para a utilização da máquina compactadora de resíduos.
Outra benfeitoria conquistada junto à prefeitura de Belém foi o serviço de roçagem e troca de iluminação na estrada que dá acesso ao complexo. A capinação e troca de 23 postes na via permitiu maior segurança no tráfego de veículos. 

Aliado a todas essas questões práticas, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, deputado Raimundo Santos(PEN), distribuiu ontem um relatório intitulado “Motivos para não municipalizar”, elaborado pelos técnicos Luberson Carlos Amoedo da Gama, Adriana Paiva, Luís Gomes e Sidney Oliveira, da Comissão de Estudos de Comercialização da Ceasa-PA. Não à toa, já se ouvia intramuros na Alepa, ontem, que a Ceasa vai continuar no âmbito estadual. 

O blog considera questão de bom senso, aliás. Não se enxerga razões para o município de Belém arcar com esse ônus. Em todo o Brasil, as Ceasas são estaduais, com uma só exceção, que confirma a regra.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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