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O governador Helder Barbalho assinou hoje a ordem de serviço para a pavimentação de 53 quilômetros do ramal do Cuamba, que liga Monte Alegre e Alenquer a partir da integração da PA-255 com a PA-427, na chamada Calha Norte, oeste do Pará. Para agilizar a entrega, a obra foi dividida em três lotes: dois de 17 Km e o terceiro de 18,82 Km de extensão. Trata-se de obra simples, mas a expectativa das comunidades da região é antiga e imensa. É que pela primeira vez aquele trajeto receberá asfalto. É poeira no verão e lama no inverno, buracos o tempo todo, e muito, muito sofrimento para escoar a produção e até para o mero deslocamento das pessoas. A gente local já tinha perdido a esperança. Parece incrível, mas direitos de cidadania chegam sempre com séculos de atraso às populações do Baixo Amazonas, assim como ao arquipélago do Marajó, rincões longínquos onde qualquer deslocamento é demorado e sacrificante. O tempo de viagem entre essas duas cidades vizinhas, que poderia ser de pouco mais de meia hora, se estende conforme o sol e a chuva. 

Ponto para o governador Helder Barbalho, que faz história com o ineditismo dessa obra tão prometida através das décadas. Porém, em 20 de março deste ano, o Governo do Pará publicou no DOE o edital de licitação (modalidade concorrência pública, tipo menor preço global) para contratar a empreiteira responsável pela execução do projeto de pavimentação de 65 Km do ramal do Cuamba, em três lotes. A estimativa de investimento público na obra era de exatos R$ 40.063.749,31. A abertura das propostas do certame foi prevista para os dias 24 e 25 de abril, na sede da Setran em Belém. Como se observa, a extensão anterior supera em 12 Km a de agora e custava menos da metade.

Agora o investimento será de quase R$ 110 milhões, de acordo com o titular da Setran, Adler Silveira, que realçou a importância da obra: “É feita em uma região por onde passa a produção da agricultura familiar. Por aqui passa a produção do limão e da agropecuária, que vem trazendo desenvolvimento econômico para essa região. Um investimento do governo que transforma a vida das pessoas, fazendo com que tenhamos estrada de qualidade, com mais segurança e estrutura digna”.

É preciso esclarecer o que mudou no projeto para mais do que dobrar o preço da empreitada, em menor extensão.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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