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Foi o juiz federal da 3ª Vara, Rubens Rollo D’Oliveira, quem  expediu os seis mandados de prisão e oito de condução coercitiva dos envolvidos na Operação Lessons. Também decretou a quebra do sigilo de equipamentos de informática, o sequestro de bens móveis e imóveis dos suspeitos e a busca e apreensão de documentos e materiais que poderão ajudar nas investigações em andamento na Polícia Federal. 

Estão presos preventivamente (sem prazo determinado) os empresários Alberto Pereira de Souza Júnior e Washington Luiz Dias Lima. O radialista Nonato Pereira está foragido. Ficarão presas temporariamente, pelo prazo máximo de cinco dias, a advogada Angélica Laucilena Mota Lima, o servidor público Mário Wilson Moraes Júnior e o empresário Heron Melo de Souza. 

Foram conduzidos coercitivamente, para prestar depoimento na PF, Washington Luiz Maia (contador), Ilmara Azevedo Campos (servidora da Prefeitura de Marituba), Jean Neves Gomes, John Anderson Nascimento Lima (vereador de Marituba) e Raimundo Edson Santos (contador), além dos servidores Marcelo dos Santos Marreiro e Murilo Ferreira de Souza, ambos de Vitória do Xingu, e Antônio Darlei Maciel Lopes, funcionário público de Tomé-Açu. 

De acordo com o Ministério Público Federal, a Prefeitura de Marituba contratou por R$ 1,8 milhão o fornecimento de um kit educativo de inglês que incluiria três livros didáticos, três DVDs, uma sala de aula móvel e uma equipe de professores para ministrar as aulas no período 18 de dezembro a 17 de fevereiro 2015. Três obras exclusivas da empresa são de autoria do próprio sócio administrador da  BR7-Editora e BR Cursos On-Line Ltda., Alberto Pereira Júnior. E a exclusividade das obras foi registrada no contrato social dois dias antes da contratação, com inexigibilidade de licitação. 

Para o juiz Rubens Rollo, Alberto Pereira “é o mentor da fraude e o principal beneficiário de toda a empreitada criminosa e teria como testas de ferro sua esposa Angélica Laucilena Mota Lima (também sócia da empresas IHOL Escola de Idiomas S/S/ Ltda. e BR7- Editora) e seu irmão Heron Melo de Souza (também sócio da IHOL Escola de Idiomas.” 

As investigações policiais apontaram que o radialista Nonato Pereira, em diversas ocasiões, exigiu pagamento a Alberto Júnior em troca de seu silêncio sobre as fraudes. “Tudo indica ser Nonato Pereira peça essencial para o êxito do recebimento das vantagens indevidas, uma vez que utiliza sua atividade de radialista e o seu programa de rádio para coagir e cobrar prefeituras que firmaram os contratos com a empresa BR7-editora e que, por alguma razão até o momento desconhecida, postergam os pagamentos dos contratos fraudulentos”, afirmou o magistrado. 
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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