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A Polícia Federal e o Ministério Público Federal realizaram a Operação Trincheira-Bacajá na região conhecida como Garimpo Manelão, dentro da Terra Indígena Trincheira-Bacajá, localizada no estado do Pará, onde foram identificados cinco pontos de exploração clandestina de minério. Os locais foram alvos de mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares. A PF e o MPF desativaram estruturas utilizadas na atividade criminosa, resultando na interrupção completa das frentes de garimpo ilegal. A ação contou com equipes em campo e apoio aéreo.

A TI Trincheira-Bacajá é tradicionalmente ocupada pelos povos Mebêngôkre Kayapó e Xikrin. Regularizada desde 1996, tem área demarcada de 1.650.939 hectares, está distribuída no território de vários municípios: Altamira, Anapu, São Félix do Xingu e Senador José Porfírio. A proximidade com as rodovias Belém-Brasília (BR-010) e PA-150 (Belém-Redenção), assentamentos do Incra e a Usina hidrelétrica Belo Monte contribuem para a exposição a constantes conflitos devido à fronteira agropecuária, que facilita a expansão de diversas atividades ilegais no território e em seu entorno.

A TI foi identificada como aquela que concentra a maior parte do desmatamento ilegal da Amazônia, devido, sobretudo, ao avanço da pecuária, ao roubo de madeira, garimpo e grilagem. Os conflitos vivenciados por décadas se acirraram a cada ano, e a sobrevivência dos povos que ali vivem continua sob ameaça.

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