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FOTO: WALRIMAR SANTOS
Tráfico de drogas, assassinatos, assaltos à mão armada, roubos de veículos, desordem, terror e caos. A violência aflige há anos a população de Igarapé Miri, de todas as formas. Hoje, uma força-tarefa envolvendo 180 policiais civis da capital, de divisões especializadas e de delegacias do interior vinculadas às superintendências regionais de Castanhal, Abaetetuba, Capanema e Paragominas, além de 20 policiais militares da Rotam, divididos em 50 equipes com uso de mais de 60 viaturas policiais, impactou o município. Trinta e quatro pessoas – 27 homens, 4 mulheres e três adolescentes – foram presas.
A operação Timbó mobilizou o próprio secretário de Segurança Pública, general Jeannot Jansen; o delegado geral, Rilmar Firmino, e o comandante geral da PM, coronel Roberto Campos, e se baseou no levantamento feito nos últimos três meses pela equipe da delegacia local e o Núcleo de Inteligência da Polícia Civil. 

A criminalidade chegou a tal ponto em Igarapé-Miri que no dia 14 de março deste ano o prefeito Ronélio Antônio Rodrigues Quaresma (o Toninho Peso Pesado, do PMDB), o vice-prefeito, vereadores, secretários municipais, lideranças de movimentos sociais, e até o padre Josinei dos Santos Lopes, da igreja católica carismática, juntamente com o pastor evangélico do município – todos integrantes do Movimento Popular pela Segurança Pública de Igarapé Miri – foram à Assembleia Legislativa pedir socorro aos deputados. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, enquanto estavam reunidos na Alepa duas pessoas foram executadas no município e o prefeito disse que era uma retaliação à busca de apoio no combate ao crime. 

Na ocasião, além de relatar com detalhes horripilantes a selvageria que aterroriza a população, a comitiva protocolou documento historiando as incontáveis audiências públicas, bloqueio de vias, protestos e reuniões com autoridades dos comandos das polícias civil e militar, sem, contudo, conseguir efeitos práticos eficazes e eficientes. 

Nos últimos seis meses, a situação tem sido de calamidade pública. São assaltos a residências, invasões de propriedades rurais em comunidades ribeirinhas, escolas saqueadas e execuções em profusão. O clima é de convulsão social, grupos de narcotraficantes dominam a região.

O presidente da Alepa, deputado Márcio Miranda(DEM), recebeu a comitiva ao lado dos deputados Eliel Faustino (DEM, líder do Governo), Raimundo Santos (líder do PEN e presidente da Comissão de Constituição e Justiça), Coronel Neil (PSD, presidente da Comissão de Segurança Pública), Júnior Hage (PDT, presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária), Cássio Andrade (PSB, 1º Secretário da Mesa Diretora), Iran Lima (líder do PMDB), Celso Sabino (líder do PSDB), Renato Ogawa (líder do PR e vice-presidente da Comissão de Turismo e Esporte), Chicão(PMDB, presidente da Comissão de Relações do Trabalho, Previdência e Assistência Social), Júnior Ferrari (PTB, presidente da Comissão de Transportes, Comunicação e Obras Públicas), Lélio Costa(PCdoB, presidente da Comissão de Cultura), Soldado Tércio (PROS, 4º Secretário) e Martinho Carmona(PMDB) e, de imediato, acionou a cúpula da Segup a fim de que fossem tomadas medidas emergenciais.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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