Publicado em: 7 de abril de 2026
A Operação “Maré de Ferro”, conduzida pela Polícia Militar do Pará ao longo de uma semana em Juruti, resultou na apreensão de mais de 280 quilos de entorpecentes, armas de fogo e munições, além de uma série de prisões e autuações fiscais.
Entre os dias 31 de março e 6 de abril, equipes do Comando de Policiamento Regional I (CPR I), sediado em Santarém, concentraram esforços em pontos considerados sensíveis para o escoamento de drogas e circulação ilegal de armamentos. O planejamento partiu de levantamentos de inteligência e direcionou a atuação para áreas utilizadas como corredores logísticos por organizações criminosas, especialmente em rotas fluviais e terrestres de caráter interestadual.
O balanço da operação aponta para a apreensão de 282,019 quilos de entorpecentes, sete armas de fogo e 56 munições. Ao mesmo tempo, foram realizadas oito prisões em flagrante, cumpridos três mandados judiciais e recolhidas três motocicletas associadas a práticas ilícitas.
Além da dimensão policial, a ação também teve desdobramentos fiscais. Em articulação com a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), foram lavrados sete autos de infração que somam R$ 2.198.539,91 em impostos e multas. As forças de segurança estimam que o impacto financeiro direto sobre o tráfico de drogas atinja cerca de R$ 5,5 milhões, resultado considerado relevante para desarticular estruturas operacionais e logísticas desses grupos.
A operação foi estruturada com foco na repressão qualificada, estratégia que busca não apenas interceptar cargas ilegais, mas atingir a organização financeira e operacional do crime. A integração entre diferentes unidades e órgãos foi determinante para ampliar o alcance das ações.
O comandante do CPR I, coronel Aleixo, destacou que o enfrentamento ao crime organizado exige coordenação contínua entre instituições. “As ações integradas são fundamentais para o enfrentamento qualificado ao crime organizado, especialmente no que diz respeito aos grupos envolvidos com o tráfico de drogas e de armamentos. A Operação ‘Maré de Ferro’ é um exemplo claro de que, quando atuamos de forma coordenada, com base em inteligência e a participação efetiva de diversas unidades da PM e de órgãos parceiros, conseguimos ampliar nossa capacidade de resposta. O crime organizado atua de maneira estruturada e dinâmica, explorando rotas interestaduais e fragilidades territoriais. Por isso, a integração entre as instituições é essencial para atingirmos não apenas os operadores diretos desses crimes, mas também suas estruturas financeiras e logísticas”, afirmou.
Ao comentar os resultados obtidos em Juruti, o oficial reforçou o impacto direto das apreensões e prisões: “os resultados alcançados em Juruti demonstram isso. Grandes apreensões de entorpecentes, retirada de armas de circulação, prisões e impacto financeiro expressivo às organizações criminosas. Essas ações enfraquecem esses grupos e contribuem diretamente para a redução da criminalidade e o aumento da sensação de segurança da população. Seguiremos firmes nesse modelo de atuação integrada, intensificando operações e fortalecendo parcerias, pois entendemos que somente com união, planejamento e estratégia conseguiremos combater de forma efetiva o crime organizado em nossa região”.
Foto em destaque: Ascom/PMPA









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