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Agora é que a porca torce o rabo. A presidente Dilma Rousseff mandou para o Congresso o Orçamento Geral da União para 2016 prevendo um déficit de nada menos que R$30,5 bilhões. O governo federal gastou demais e não quitou suas contas em 2014, começou o ano com o orçamento contingenciado e pagando só 1/18(um dezoito avos), tentou criar de novo a CPMF mas, como o Senado e a Câmara não quiseram assumir o ônus, simplesmente jogou a toalha e nem se deu ao trabalho de inserir na peça orçamentária as possibilidades de novas fontes de recursos ou os cortes necessários nas despesas. Anunciou redução de dez Ministérios mas na realidade trata-se apenas de dez ministros a menos, porque a estrutura toda será mantida, pelo menos é o que está posto até hoje. O cenário desenhado para o ano que vem é tenebroso. As contas de 2015 já se sabe que fecharão com 17,7% no vermelho

Ninguém consultou o Zé Povinho na hora da gastança, mas adivinhem quem vai pagar a conta? O impacto das mudanças nas contas do governo será dramático. A dívida pública, que deveria começar a cair já a partir do ano que vem e chegar em 2018 em 60,4% do PIB, segundo os dados oficiais, agora só cairá em 2018 e chegará ao final do mandato de Dilma em 65,6% do PIB. Se as previsões se confirmarem, não demora o Brasil ultrapassa a Índia, cuja dívida pública está em queda, e fica no topo da lista dos países emergentes mais endividados do mundo.
A recessão, cujo capítulo mais perverso é o aumento do desemprego, já alcança 6,9% da população ativa, de acordo com o IBGE, e deverá se prolongar. Salve-se quem puder!
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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