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É caótico o centro histórico de Belém, berço da cidade, mesmo em frente à igreja barroca de Santo Alexandre, cuja primitiva elevação, uma pequena ermida, coincide com a fundação de Belém, erguida em 1616, pelos Jesuítas.

A Praça Dom Frei Caetano da Anunciação Brandão está localizada na área marco do nascimento de Belém, e abriga nos arredores construções da maior importância, que remontam à origem da cidade, como o Forte do Presépio e a catedral de Belém, a igreja da Sé, além da igreja de Santo Alexandre-Museu de Arte Sacra e Antigo Arcebispado, onde o Papa João Paulo II pernoitou. O entorno também foi palco dos sangrentos episódios da Cabanagem, a maior revolução popular do Pará, e na Casa das 11 Janelas funcionou o Quartel da 5ª Companhia de Guardas, cativeiro de presos políticos durante a ditadura militar imposta em 1964.

Por ali circulam caminhões e carretas que fazem tremer o chão e as estruturas dos imóveis construídos há quatro séculos, que engatam nas esquinas estreitas e destroem as calçadas e o pavimento quatriseculares.

A proibição por lei de tráfego pesado na Cidade Velha existe há muito tempo, mas jamais é cumprida. A quem interessa a proteção ao patrimônio histórico, artístico e cultural?

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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